Questões de Concurso sobre Brasil Monárquico - Período Regencial - 1831 a 1840

 
 
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Durante o período regencial no Brasil, uma série de revoltas regionais ocorreu, refletindo as tensões sociais, políticas e econômicas da época. Uma dessas revoltas aconteceu no Maranhão entre 1838 e 1841, envolvendo principalmente sertanejos, escravizados, e pequenos proprietários insatisfeitos com as condições sociais e a opressão das elites locais. Estamos falando da:


A

Farroupilha.


B

Balaiada.


C

Sabinada.


D

Cabanagem.

Durante o período regencial, o padre Diogo Antônio Feijó, de tendência liberal, foi eleito regente em 1835. Sua vitória foi apertada, ganhando com pouco mais da metade dos votos. Ele sabia que enfrentaria oposição em seu governo – e não se enganou. Revoltas explodiram por toda a parte do Império, envolvendo grupos diferentes e com objetivos variados. As revoltas envolveram os mais diferentes grupos sociais. Algumas revoltas pretendiam conseguir maior liberdade para suas províncias em relação ao poder centralizado no Rio de Janeiro; outras, a separação do Brasil e a criação de um novo país; outras, ainda, não tinham objetivo definido, mas demonstravam a insatisfação com a política que existia. Nenhuma delas, entretanto, pretendia mudar profundamente a estrutura da sociedade. E nenhuma propôs realmente acabar com a escravidão. Parecia que o Brasil estava a ponto de se dividir em vários países, como havia acontecido com a América espanhola na época das independências. Era preciso muita cautela para enfrentar tantos problemas políticos. E o governo do padre Feijó não conseguiu resolvê-los. Doente e desprestigiado, renunciou em 1837.


VAINFAS, Ronaldo et al. História.doc: 8 anos. São Paulo: Saraiva, 2018. p. 120-121.


Assinale a opção que indica corretamente os movimentos que fizeram parte das Revoltas Regenciais.


A

Balaiada, Sabinada e Contestado.


B

Confederação do Equador, Sabinada e Cabanagem.


C

Sabinada, Revolução Praieira e Confederação do Equador.


D

Contestado, Farroupilha e Revolução Praieira.


E

Cabanagem, Balaiada e Farroupilha.

Durante o período da Regência no Brasil (1831-1840), uma série de revoltas regionais abalou a unidade do Império. Qual das alternativas a seguir identifica corretamente a principal razão para essas revoltas?


A

O apoio popular ao retorno de Dom Pedro I ao trono brasileiro.


B

A invasão de tropas portuguesas tentando restaurar o domínio colonial.


C

A centralização excessiva das decisões políticas no Rio de Janeiro.


D

A insatisfação generalizada com as políticas de modernização econômica.

Um dos momentos de maior convulsão política no Brasil ocorreu durante o Período Regencial (1831-1840), pois houve uma série de revoltas provinciais no país, refletindo a insatisfação de várias regiões contra o governo central. Uma das mais conhecidas foi a Revolta dos Farrapos, que ocorreu na província do Rio Grande do Sul e se estendeu de 1835 a 1845. Trata-se de uma das principais reivindicações dos revoltosos gaúchos na Revolta dos Farrapos:


A

Abolição imediata da escravidão em todas as províncias.


B

Introdução de um sistema republicano em todas as províncias.


C

Redução de impostos e maior autonomia administrativa para a província.


D

Independência total do Rio Grande do Sul e sua posterior união com o Uruguai e a Argentina.

Considere as seguintes afirmativas sobre as rebeliões internas ocorridas durante o Período Regencial no Brasil:


I. A mais conhecida das rebeliões regenciais ocorreu na região do Grão-Pará, tendo como causa principal o descontentamento social e político, aliado a ideias de caráter liberal.

II. Ocorrida na cidade de Salvador, essa revolta contou com a participação significativa de negros islâmicos e tinha como reivindicações o fim da escravidão e a proclamação de uma república.

III. A mais longa das revoltas regenciais ocorreu na região sul do país, sendo motivada pela insatisfação com a centralização do poder e a falta de autonomia das províncias.


Assinale a alternativa que apresente corretamente o nome das revoltas citadas anteriormente:


A

Revolta de Beckman (I), Revolta Islâmica (II), Cabanagem (III).


B

Sabinada (I), Balaiada (II), Farroupilha (III).


C

Cabanagem (I), Revolta dos Malês (II), Farroupilha (III).


D

Sabinada (I), Revolta dos Malês (II), Farroupilha (III).

Na área atualmente identificada como Amazônia legal ocorreram, durante o período regencial, diversas revoltas sociais que envolveram participação de membros da elite local, a exemplo da


A

Balaiada e da Revolta dos Malês.


B

Revolta Praieira e da Confederação do Equador.


C

Sabinada e da Comuna de Manaus.


D

Revolta dos Galegos e da Revolta da Praia de Sangue.


E

Cabanagem e da Rusga do Mato Grosso.

Da luta entre liberais radicais, de um lado, e moderados e conservadores, de outro, resultaria o Ato Adicional de 1834, forma conciliatória encontrada temporariamente pelos vários grupos em jogo.


(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república:

momentos decisivos, p. 154)


Segundo a obra citada, o Ato Adicional de 1834


A

constituiu o Rio de Janeiro como a nova capital do país, reduziu a autonomia econômica das províncias e criou um tributo sobre o comércio de escravizados.


B

dissolveu o Conselho de Estado, criou Assembleias Legislativas provinciais e, ao mesmo tempo, manteve a vitaliciedade do Senado.


C

restringiu a liberdade de organização partidária, ampliou o controle do Estado sobre a economia e proibiu as províncias de terem políticas tributárias.


D

estabeleceu limitações ao tráfico interprovincial de escravizados, aprovou o primeiro Código Comercial brasileiro e aumentou as prerrogativas do Imperador.


E

ampliou a centralização político-administrativa, estabeleceu o voto universal masculino e determinou que dom Pedro de Alcântara assumisse a coroa em 1840.

0 Período Regencial, de 1831 a 1840, foi um dos mais agitados da história brasileira. As divergências entre os indivíduos mais abastados quanto à forma de governar o Brasil, de modo a preservar seus interesses, originaram três tendências políticas diferentes, uma delas defendendo a volta de D. Pedro I ao trono brasileiro. O grupo defensor dessa ideia era denominado


A

restaurador ou caramuru.


B

chimango.


C

republicano.


D

liberal moderado.


E

liberal exaltado.

"Deus que me conceda esses últimos desejos—Paz e Prosperidade para o Brasil."


Dom Pedro II.

A frase citada corresponde às últimas palavras atribuídas a Dom Pedro II, antes de morrer no exílio.

Dentre os motivos relacionados com o declínio da monarquia brasileira no final do século XIX, processo que levou à deposição e exílio do Imperador Dom Pedro II, assinale a alternativa incorreta:


A

O fim da escravidão, que criou problemas entre o Império e sua principal base social de apoio.


B

O avanço do Republicanismo no Brasil, propagandeado por figuras como Lopes Trovão e Silva Jardim.


C

A insatisfação de determinados setores das forças armadas com a cúpula do Império.


D

A proximidade com a Igreja Católica, principalmente após a década de 1870, irritou militares seduzidos pelo discurso republicano do Estado Laico.

Após a abdicação de D. Pedro I, sua partida para Portugal e a impossibilidade de D. Pedro II assumir devido à menoridade, iniciou-se o Período Regencial no Império do Brasil. Este período teve como característica as revoltas regenciais, que, de modo geral, exemplificavam os/as:


A

tensões políticas


B

conflitos partidários


C

problemas religiosos


D

questões acadêmicas

O Período Regencial teve início no Brasil com a abdicação de D. Pedro I em 1831. Apesar da emancipação política de 1822 ter se consolidado em torno da corte, dando privilégio à instituição monárquica e à unidade nacional, o sentimento autonomista era forte nas províncias. O debate girava em torno dos programas políticos do centralismo da corte e do autogoverno provincial. Apesar de ter vingado o projeto unitário construído em torno da figura simbólica do rei, a inspiração federalista não desapareceu. A respeito do período regencial, assinale a alternativa correta.


A

O problema prático e burocrático mais imediato da vacância do cargo de rei foi resolvido a partir de uma sucessão de três regências, uma trina e duas unas.


B

A Regência Trina Permanente criou a Guarda Nacional, uma força pública a ser usada pelo poder central para conter manifestações e motins.


C

Os regentes restituíram a seus cargos os ministros demitidos por Pedro I, convocaram uma Assembleia Legislativa para criar um novo corpo de leis, anistiaram criminosos políticos e garantiram a manutenção dos estrangeiros nas tropas.


D

A Regência Trina Permanente era constituída por políticos que defendiam a emancipação completa da Coroa Portuguesa e a instalação de um regime republicano federalista no Brasil.


E

Os debates acerca da centralização política e administrativa imposta pelo Rio de Janeiro ficaram restritos ao âmbito parlamentar, o que resultou na contenção de rebeliões nas diversas províncias brasileiras que reivindicavam por autonomia.

O Período Regencial (1831-1840) do Império brasileiro foi marcado por tensas relações entre o governo central e as províncias, que desencadeou conflitos por distintas motivações. Dentre as revoltas ocorridas neste período, assinale a alternativa INCORRETA:


A

Conjuração Baiana.


B

Levante dos Malês.


C

Sabinada.


D

Revolta dos Farrapos.


E

Cabanagem.

O Período Regencial do Brasil foi marcado por revoltas regenciais que assolaram o país com a crise econômica e as disputas de poder nas províncias. A Província do Grão-Pará era muito distante da capital do Rio de Janeiro, ficando mais próxima do governo de Portugal do que do Império, levando, assim, a um conflito entre brasileiros e portugueses. Esta revolta se deu porque os índios, os negros e os pobres entraram em conflito para expulsar os portugueses e para fazer reivindicações sociais. Este conflito foi chamado de:


A

Sabinada.


B

Balaiada.


C

Cabanagem.


D

Malês.

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), criado em 1838, ainda durante as Regências, transformou-se em um órgão de atenção pessoal do imperador D. Pedro II, que participava assiduamente das reuniões, além de financiar boa parte do orçamento do Instituto.


Imagem associada para resolução da questão


Capa da última Revista do IHGB publicada sob a "proteção de S. M. I., o Sr. D. Pedro II". Domínio público, Portal do IHGB.


Sobre o papel do IHGB no processo de consolidação da monarquia brasileira, afirma-se que:


A

sua ligação com o Estado Imperial, através da figura de D. Pedro II, contribuiu para criar uma historiografia nacional oficial, com personagens e fatos capazes de construir a nacionalidade e a identidade brasileiras


B

como uma instituição acadêmica, o IHGB não tinha como objetivo participar da construção da identidade brasileira, pois seus estudos eram meramente técnicos, versando sobre pesquisa historiográfica e a geografia do Brasil


C

a criação do IHGB teve como um dos principais objetivos consolidar os estudos sobre a nova historiografia brasileira, e levava em consideração a contribuição dos povos subalternizados ao longo do processo de colonização


D

um de seus principais objetivos era o de popularizar a historiografia brasileira que, em conjunto com sua criação, contribuiu para a inauguração de algumas escolas nas províncias do Império, difundindo os estudos desenvolvidos pelo IHGB

Ao rebentar o movimento, o pânico se apoderara das populações rurais. Os escravos ganharam logo as matas, repudiando o cativeiro. Os fazendeiros e seus feitores, receando as vinditas dos oprimidos, correram a homiziar-se na capital. Muitos abandonaram bruscamente esposas e filhas na persuasão de que, como mulheres, estavam menos expostas aos perigos. Algumas dessas, sem a mínima instrução, embrutecidas pelas práticas licenciosas das senzalas, entregaram-se levianamente ou por terror à libidinagem dos insurretos ou se ligaram aos próprios escravos, seus prediletos. Houve numerosos infanticídios para se ocultarem estupros e adultérios. Os homens que sempre haviam imposto concubinas negras às suas famílias vingaram-se, com requintes perversos, daquilo que consideravam atentado à sua honra.


(História, SÃO PAULO, v. 24, N. 1, P. 41-76, 2005.)


O movimento anteriormente descrito contextualiza-se no período regencial brasileiro; eclodiu na província do Maranhão, entre os anos de 1838 a 1841 e recebeu este nome devido ao apelido de uma das principais lideranças do movimento. Trata-se de:


A

Revolta dos Malês, que buscava liberdade religiosa, além de ser uma grande manifestação racial e religiosa.


B

Balaiada, que surgiu como um levante social por melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e outros desfavorecidos.


C

Sabinada, liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, cujo principal objetivo da revolta era instituir uma república na sua província.


D

Farroupilha, motivada, principalmente, pela insatisfação dos estancieiros e charqueadores gaúchos com os altos impostos cobrados pelo governo imperial.

A revolta mais significativa ocorreu em 1835, quando centenas de negros africanos, escravos e libertos, adeptos da religião muçulmana, levantaram-se em Salvador. (...) O levante foi reprimido com violência, ocasionando a morte de cerca de setenta participantes. Mais de quinhentos africanos foram vítimas de repressão, que incluiu a pena de morte em alguns casos, prisão, açoites e deportação. (Boris Fausto. História do Brasil. 13ª ed. São Paulo: EDUSP, 2008, p.194).

O período regencial brasileiro foi marcado por muitos conflitos. O texto acima faz menção à:


A

Revolta farroupilha.


B

Cabanagem.


C

Balaiada.


D

Revolta dos Malês.

Após a abdicação de D. Pedro I e a instauração da Regência, o Brasil passou por muita instabilidade política. No âmbito legislativo, uma das tentativas de mudar esse panorama foi a aprovação do Ato Adicional de 1834. A aprovação desse documento representou:


A

Derrocada das Assembleias Legislativas provinciais.


B

Medida de reinterpretação da Constituição de 1824.


C

Efetivação de um modelo federativo pré-republicano.


D

Tentativa de maior centralização política da monarquia.

Logo após a aprovação do Ato Adicional de 1834, uma segunda onda de revoltas regenciais eclodiu, dessa feita, com movimentos de grande porte e com significativa variedade regional. Ocorreu no Pará a mais notável, popular e sangrenta das revoltas do Império – a Cabanagem (1835-40). Ela reuniu membros das camadas mais baixas da sociedade amazônica (como indígenas, caboclos, lavradores e seringueiros) e tomou o governo provincial por cerca de nove meses. Sua pauta era extensa e difusa, indo do ódio aos estrangeiros à defesa da autonomia provincial, da religião católica e de D. Pedro II. A Cabanagem chegou até as fronteiras do Brasil central, aproximou-se do litoral norte e nordeste e gerou distúrbios internacionais na América caribenha.


C

Certo


E

Errado

Desde a formação do país, nossa História é marcada pela quebra de regras institucionais e disputas pelo poder. A história do Brasil é marcada pela instabilidade política e a disputa irregular pelo poder por parte dos membros do Estado. Por isso, em muitos momentos de nossa história, os rumos políticos do governo foram marcados por golpes. É considerado um golpe de Estado, conceitualmente, um movimento político de destituição do poder legalmente estabelecido por parte da quebra institucional irregular feita por um grupo interno ao próprio governo. Como os:

(...)

- Golpe da Maioridade (1840): Desde a renúncia do Imperador do Brasil, D. Pedro I, o país passava por momentos de perigosa instabilidade política. Conhecido como Período Regencial, o momento era de tentativa de manutenção do poder imperial, em que as disputas entre liberais federalistas e os unionistas marcavam as políticas internas do Estado. O medo que pairava era o de que o capital político dos regentes seria incapaz de manter a unidade do Império e a contenção dos movimentos populares revoltosos que marcavam o período. Diante deste medo diversos membros do congresso e da casa real desenvolveram um esquema para o retorno de um Bragança ao governo.[...]; - Golpe Republicano (1889) [....] ; - Golpe do Estado Novo (1937) [....] etc...

Adaptado de https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historiagolpes-

de-estado-brasil.phtml


Do ponto de vista político, o texto insere o Período monárquico e regencial em


A

uma época conturbada politicamente e isolada historicamente, pois apesar de levar à um golpe político não pôs em risco a unidade do país e ainda ajudou a consolidar o espírito nacional mesmo antes da posse de Pedro II.


B

uma lógica de persistentes tensões políticas, ligadas a projetos políticos centralizadores e desigualdades sociais que ainda persistem e ajudam a entender os constantes “golpes” dados pela elite política em busca de poder.


C

um processo político de abertura democrática que resultou, de revolução em revolução, à transição para o regime republicano que se instalou no país a partir de 1840 e a sólida democracia que possuímos hoje com mais de 30 anos sem novos golpes.


D

um longo processo de lutas populares que, por conta de reivindicações igualitárias como direito de voto, abolição da escravidão e descentralização política, legou ao país um longo processo de revoluções sociais bem-sucedidas.


E

uma sequência de golpes e contragolpes que marcaram o Brasil em todos os períodos governados por autoridades civis e que só diminuíam sua incidência no ordenamento dos governos monárquicos e militares.

   
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