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Entre 1831 e 1840, o Brasil viveu o Período Regencial, marcado pela ausência de um imperador maior de idade, pela intensificação dos conflitos políticos entre centralizadores e descentralizadores e pela eclosão de diversas revoltas regionais. A fragilidade do poder central, somada às disputas entre liberais moderados, exaltados e restauradores, colocou em xeque a unidade territorial e a estabilidade do Estado nacional recém-independente.
Suponha que, em 1838, um regente receba relatórios simultâneos sobre:
A eclosão de uma revolta armada de caráter popular e republicano no Nordeste;
A pressão das elites provinciais por maior autonomia administrativa;
O temor das elites agrárias de que a ampliação da participação política das camadas populares levasse à ruptura da ordem social escravista.
Considerando o contexto do Período Regencial e as medidas adotadas pelo governo central, qual seria a estratégia correta para preservar a unidade do Império e atender, ainda que parcialmente, aos diferentes interesses em jogo?
Suspender temporariamente a Constituição de 1824, governando por decretos até a pacificação completa do território.
Estabelecer um regime republicano federativo, incorporando as demandas populares e encerrando a crise política do período.
Conceder ampla autonomia política e militar às províncias, permitindo a formação de exércitos regionais e a eleição direta de governadores.
Reprimir militarmente todas as revoltas regionais e, simultaneamente, revogar medidas descentralizadoras, restaurando integralmente o poder central.
Implementar reformas descentralizadoras limitadas, como a ampliação dos poderes provinciais, mantendo instrumentos de controle central e reprimindo seletivamente os movimentos considerados radicais.