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Durante muito tempo, a expansão romana na bacia do mar...

Durante muito tempo, a expansão romana na bacia do mar Mediterrâneo foi vista como benevolente pela historiografia tradicional porque Roma representava o Ocidente (civilização) perante o Oriente (barbárie). Nas últimas décadas uma nova historiografia tem criticado antigas versões. Nesse sentido, assinale a opção correta sobre o conflito entre Roma e Cartago pelo controle do Mediterrâneo Ocidental.


A

Em termos políticos, havia um Império oligárquico (Roma), dominado por uma oligarquia fundiária, que controlava o Senado e as principais magistraturas e, do outro lado, uma República aristocrática (Cartago), dominada por uma aristocracia comercial, que controlava o Conselho de Anciãos e as assembleias locais.


B

As décadas de conflito entre aquelas duas potências mediterrâneas foram chamadas de guerras Púnicas e foram marcadas pelo choque de exércitos organizados em bases políticas diferentes, sendoо cartaginês uma força cívica, em que o cidadão também era soldado; enquanto o romano era basicamente uma força mercenária, ou seja, formado por povos dominados por Roma.


C

As batalhas terrestres foram consequências do resultado de importantes batalhas navais como, por exemplo, Mylae (260 a.C.) e Lipari (260 a.C.), a primeira marcada por uma vitória de Cartago graças ao uso maciço de galeras a remo quinquerremes que, devido ao alto número de remos por bordo e à tração que davam a embarcação, permitia abalroar com muita velocidade os navios inimigos e afundá-los com mais rapidez.


D

A eclosão das guerras púnicas foi ocasionada pelo cerco imposto pelo rei Hiero Il de Siracusa aos marmetinos, povo que controlava o estreito de Messina, na ilha da Sardenha, um território importante pela produção de cereais e pelos seus portos para a troca da aguada.


E

As batalhas navais foram decididas com uso maciço de galeras a remo, como as quinquerremes e as trirremes, tendo os romanos utilizado inovações bélicas como o corvus, uma espécie de rampa que se colocava na proa do navio com um bico na extremidade para fixar-se no barco inimigo, permitindo o transbordo da infantaria embarcada.