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Na Antiguidade Clássica, a pólis grega pode ser definida, sobretudo, como:
Um núcleo urbano subordinado a um grande império territorial.
Uma comunidade política de cidadãos, articulando espaço urbano, instituições e vida pública.
Uma aldeia agrícola organizada em clãs de parentesco.
Um entreposto comercial marítimo ligado a rotas de longo curso.
Um santuário rural administrado por sacerdotes itinerantes.
Analise as afirmativas a seguir acerca de aspectos da cidade de Pompeia durante o domínio do Império Romano e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A sua localização, no sul da península Itálica, a tornava um ponto de integração de rotas comerciais regionais e mediterrâneas, favorecendo a circulação de mercadorias e a inserção da cidade nas redes econômicas do mundo romano.
( ) A sua preservação de particularidades culturais locais, como o uso de línguas e práticas religiosas samnitas, representou uma forma de resistência à dominação romana.
( ) A sua organização urbana incluía um Fórum que reunia templos, edifícios públicos e áreas comerciais, constituindo um espaço central da vida pública da cidade.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – F – V.
F – F – V.
F – V – F.
V – V – V.
No período entre os séculos V e VIII, no Ocidente europeu, mudanças políticas e econômicas alteraram a vida cotidiana. Marque a alternativa correta sobre esse processo.
A autoridade imperial se reorganizou rapidamente no Ocidente e manteve um sistema urbano de impostos e serviços parecido ao do Império Romano.
As cidades cresceram com comércio marítimo intenso e o campo passou a ter papel secundário, com trabalho ligado a pequenos proprietários.
A fragmentação do poder e a ruralização ganharam força, com senhores locais e relações de dependência moldando o trabalho e a proteção.
A cidadania romana se ampliou para camponeses e servos e a política passou a depender de assembleias locais regulares ao longo do período.
Leia o texto a seguir.
“Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirena
Morenas” (Chico Buarque)
Atenas é considerada o berço da democracia grega, mas como relata a música de Chico Buarque, as mulheres não eram consideradas cidadãs com direito à vida pública, uma vez que essa condição era assegurada,
aos cidadãos livres.
aos estrangeiros.
às crianças.
aos escravos.
A expansão romana articulou conquista militar, integração jurídica e diversidade cultural. O domínio romano não se sustentou apenas pela força, mas também por mecanismos administrativos e legais. Essa combinação favoreceu a estabilidade do império por longo período. Considerando esse contexto, analise as assertivas:
I.O direito romano atuou como instrumento de integração.
II.A cidadania manteve-se rígida e sem alterações.
III.A escravidão foi central na economia romana.
IV.A expansão territorial eliminou conflitos internos.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
III e IV, apenas.


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Analise as afirmativas abaixo relacionadas à Civilização Grega.
1. Na antiga “Hélade”, surgiram cidades independentes, como Atenas, Esparta e Corinto.
2. O relevo acidentado e a falta de terras férteis dificultaram a ocupação de grande parte do território e a agricultura.
3. A ausência de baías, enseadas e portos naturais dificultavam a navegação, isolando a Antiga Grécia das demais regiões da Ásia Menor e da Bacia do Mediterrâneo.
4. Na Grécia Antiga desenvolveu-se uma cultura altamente significativa. Devemos aos gregos a filosofia, a democracia e conhecimentos de Matemática e de outras ciências.
5. A civilização grega e a civilização fenícia são apontadas como civilizações clássicas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 5.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
Os rios e os mares foram essenciais para o florescimento e a expansão das civilizações na Antiguidade. A esse respeito, é correto afirmar que
Roma antiga caracterizou-se pela originalidade cultural ao rejeitar influência de outras culturas.
os reinos da Mesopotâmia se desenvolveram tendo os rios Tigre e Eufrates como rotas de expansão.
os egípcios se distinguiam dos demais povos da Antiguidade pela ausência de crenças e práticas religiosas.
a Grécia foi o primeiro Estado expansionista no mundo antigo europeu, base para o surgimento de poderoso império.
a expressão civilizações hidráulicas, clássica na historiografia, refere-se à Grécia e Roma antigas.
A civilização grega e a civilização romana constituem dois dos pilares fundamentais da história política, social e cultural do mundo ocidental. A Grécia, com suas cidades-estado autônomas, desenvolveu a filosofia, a ciência, as artes e formas de democracia direta em Atenas, ao mesmo tempo em que enfrentava rivalidades internas e guerras externas, como as Guerras do Peloponeso. Roma, por sua vez, consolidou um império vasto, sustentado por um sistema jurídico codificado, um exército disciplinado e uma administração centralizada, ao mesmo tempo em que absorvia e adaptava elementos culturais das civilizações conquistadas, especialmente da Grécia. Considerando as contribuições, semelhanças e diferenças entre essas duas civilizações, assinale a alternativa correta:
A influência cultural de Roma sobre a Grécia foi determinante para a formação da filosofia clássica, da literatura épica e da arquitetura grega, sendo que Roma exportou para a Grécia os modelos de democracia direta e participação cidadã.
A civilização romana, ao contrário da grega, não produziu leis codificadas nem desenvolveu uma organização administrativa eficiente, baseando-se apenas em tradições orais e na autoridade arbitrária de líderes militares.
Tanto a Grécia quanto Roma possuíam sociedades igualitárias, nas quais não havia distinção entre cidadãos, estrangeiros ou escravos, sendo o exercício do poder político completamente acessível a todos os habitantes.
Roma, embora consolidasse um império centralizado e autoritário, incorporou à sua administração, arte e filosofia elementos da Grécia, adaptando ideias políticas e culturais a um contexto multinacional, enquanto a Grécia se caracterizou por cidades-estado independentes com diferentes formas de governo, como democracia, oligarquia e tirania.
A democracia ateniense consistia em um regime participativo pleno e igualitário para todos os habitantes da cidade, incluindo mulheres, escravos e estrangeiros, enquanto Roma mantinha um sistema exclusivamente aristocrático, sem participação popular significativa.
A civilização grega desenvolveu experiências políticas e culturais que influenciaram profundamente o pensamento ocidental. A polis estruturava a vida social, articulando participação política, identidade coletiva e valores éticos. Contudo, esse modelo apresentava limites claros de inclusão social. A compreensão crítica dessa experiência exige reconhecer tais contradições. Nesse sentido, qual afirmação é correta?
A polis eliminou hierarquias sociais.
A democracia grega baseava-se na igualdade jurídica universal.
O pensamento racional suprimiu a religião.
A economia era exclusivamente mercantil.
A cidadania implicava participação política direta restrita a grupos específicos.
Um dos legados da antiguidade grega presente no mundo ocidental é a noção de democracia. A democracia que vigorou em Atenas, tinha, entre seus princípios:
Evitar a tirania que marcara governos anteriores, ainda que contassem com algum apoio ou respaldo na sociedade, e que, em geral haviam se mantido no poder por meio do uso da força.
Basear-se no sistema representativo, uma vez que, cidadãos nomeados por patriarcas, representando diferentes segmentos sociais, atuavam em nome da maioria, em instituições governamentais, como a Bulé e a Edésia.
Restringir os direitos políticos e o direito à cidadania a determinadas parcelas da sociedade, excluindo estrangeiros, mulheres e escravos, igualmente poupados do serviço militar ou do recrutamento para guerras.
Permitir, como nenhum regime anterior havia feito, a ativa participação de cidadãos sem posse na arena política, caso dos plebeus e dos metecos, que constituíam a maioria desfavorecida da sociedade.


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A origem da Civilização Grega está intrinsecamente relacionada à história de Creta, cujo processo de ascensão e queda de sua civilização ocorreu entre os anos 2.000 a.C. e 1.400 a.C. Sobre a Civilização Cretense, é incorreto afirmar:
A localização geográfica privilegiada de Creta, a maior das ilhas do Mar Egeu, favoreceu contatos marítimos com o Egito, a Ásia Menor e a Grécia, regiões com as quais desenvolveu um forte comércio.
Até o século XV a.C., Creta exerceu uma completa hegemonia comercial sobre essa região do mediterrâneo.
A cidade de Cnossos, capital do reino, no período de seu apogeu chegou a contar com uma população superior a quinhentos mil habitantes.
Conforme pesquisas arqueológicas, as cidades cretenses apresentaram um talento singular para arquitetura, com grandes palácios e edifícios dotados de complexos sistemas de saneamento e de água canalizada.
A Idade Antiga apresentou características específicas que marcaram a organização das sociedades desse período.
Assinale a alternativa correta:
A ausência de organização política foi uma característica predominante das sociedades antigas.
A economia da Idade Antiga baseava-se exclusivamente na industrialização e no comércio marítimo.
As sociedades da Idade Antiga eram homogêneas e sem diferenciação social significativa.
Entre as características da Idade Antiga destacam-se a centralização do poder, a formação de impérios e a existência de sociedades estratificadas.
Ao discutir Roma, o(a) docente diferencia formas de governo e mecanismos institucionais; a transição republicana para o Principado preservou parte do vocabulário e das magistraturas, mas deslocou o centro do poder para um arranjo que concentrava autoridade militar e administrativa:
Ditadura temporária com rodízio anual.
Confederação de cidades independentes.
Centralização sob o imperador (Principado).
Oligarquia senatorial sem exército permanente.
É correto afirmar que Funari (2023), ao comparar a organização político-social grega e romana na Antiguidade clássica, defende a tese de que o conceito de cidadania
ateniense e romana era igualmente amplo e flexível, pois incluía ex-escravos, mulheres e estrangeiros na estrutura administrativa de Atenas e nas magistraturas da República romana.
ateniense era muito mais amplo e flexível do que o romano, pois incluía as mulheres que podiam tomar parte nos cargos no governo.
ateniense era muito mais amplo e flexível do que o romano, pois incluía os estrangeiros que, por meio do sorteio, podiam compor a Eclésia e a Bulé.
romana era muito mais amplo e flexível do que o ateniense, pois incluía homens e mulheres maiores de 18 anos, que eram indicados pelo Senado como magistrados.
romana era muito mais amplo e flexível do que o ateniense, pois incluía os ex-escravos alforriados, ainda que os plenos direitos políticos só fossem adquiridos pelos filhos de libertos, já nascidos livres.
Este é um fragmento de trecho do historiador romano, Lúcio Floro, que resumiu os objetivos e resultados das lutas da plebe em busca de direitos. No trecho reportado, apresenta uma visão positiva do povo, em pleno Império, sob Trajano ou Adriano, o que demonstra a força da importância da população para os romanos, mesmo em época de autocracia e poder pessoal do imperador. "Em meio a sedições, esse povo valoroso merece admiração. Lutou por sua liberdade, por sua honestidade, por sua dignidade de nascimento e também pelos cargos e honras, mas, acima de tudo, bateu-se de forma mais valente pela salvaguarda da liberdade. O povo não se deixou corromper pela propina, ainda que, em uma grande comunidade a cada dia maior, cidadãos perniciosos apareçam de vez em quando" (Floro. In: Funari, 2023, p. 92).
A sequência que apresenta corretamente as conquistas dos plebeus no processo de lutas sociais do segundo período da história política de Roma na Antiguidade (509 a.C – 27 a.C), de acordo com Funari (2023), é:
reconhecimento dos poderes da assembleia da plebe / manutenção da escravidão por dívidas.
reforma agrária / proibição de casamentos entre patrícios e plebeus.
lei das doze tábuas / criação do cargo de tribuno da plebe.
formação de uma nobreza monetária / substituição dos cônsules pelos tribunos da plebe.
abolição da escravidão por dívidas / extinção dos cargos de pretores, cestores e questores.


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Impõe-se, por conseguinte, a conclusão de que o modo de produção escravista colonial é inexplicável como síntese de modos de produção preexistentes, no caso do Brasil. Seu surgimento não encontra explicação nas direções unilaterais do evolucionismo e do difusionismo. [...] Nem ele constituiu repetição ou retorno do escravismo antigo, colocando-se em sequência “regular” ao comunismo primitivo, nem resultou da conjugação sintética entre as tendências inerentes à formação social portuguesa do século XVI e às tribos indígenas.
GORENDER, Jacob. O Escravismo colonial. 2. ed., São Paulo: Ática,1978, p. 54. (Adaptado).
A reflexão do texto convida a uma crítica metodológica importante também para o estudo das permanências do mundo clássico (greco-romano) na contemporaneidade.
Partindo-se dessa analogia, é correto afirmar que
a escravidão moderna, assim como a antiga, constitui um exemplo de retorno cíclico e regular de estruturas socioeconômicas idênticas, confirmando a noção de repetição histórica.
a semelhança superficial entre a democracia ateniense e os sistemas políticos atuais é suficiente para afirmar que houve uma reprodução integral dos modelos políticos clássicos ao longo dos séculos.
o impacto duradouro das contribuições greco-romanas na filosofia, no direito e na arte demonstra que o difusionismo cultural é a chave para explicar a superioridade das civilizações ocidentais modernas.
a presença de elementos da cultura clássica no mundo atual comprova a teoria evolucionista da história, segundo a qual as sociedades humanas percorrem estágios previsíveis e universais de desenvolvimento civilizatório.
a compreensão do legado cultural de Grécia e Roma deve evitar interpretações que projetem uma linha evolutiva direta e ininterrupta entre as instituições antigas e as modernas, reconhecendo-se mediações históricas e transformações profundas.
No planejamento de uma atividade centrada na leitura e interpretação de textos sobre a democracia ateniense, a aproximação com noções contemporâneas de cidadania demanda adaptações didáticas que evidenciem diferenças entre regimes de pertencimento político e formas de participação social em distintos contextos históricos. Ao conduzir análises que comparem experiências da Antiguidade com categorias modernas, o ensino de História requer problematizações que evitem equivalências imediatas e permitam compreender a cidadania como construção situada. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas a seguir acerca da democracia ateniense e, marque a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas:
I A participação política estava vinculada a critérios específicos de pertencimento, excluindo segmentos significativos da população residente na pólis.
II. A organização da vida cívica coexistia com formas de trabalho compulsório que sustentavam as condições materiais da participação política.
III. A deliberação pública se estruturava a partir de práticas diretas de intervenção dos cidadãos reconhecidos.
IV. A cidadania implicava direitos e deveres que não se estendiam a mulheres, estrangeiros e escravizados.
V. As formas de participação política correspondiam integralmente aos modelos representativos contemporâneos.
I, II e III;
I, II, III e IV;
II, III e V;
I, IV e V;
III, IV e V.
A Roma antiga é comumente dividida em três períodos: monárquico, republicano e imperial. Acerca desses períodos, é correto afirmar que
o período monárquico foi dominado pela presença de rainhas que governavam sem a presença de rei.
após vencer as guerras púnicas, Roma incorporou o território de Cartago e escravizou seus habitantes.
a escravidão baseava-se em características étnicas, sendo proibida a servidão de crianças e mulheres.
a queda da República romana, com a morte de Cícero, marcou o fim das conquistas e a decadência do seu vasto território.
a cristianização do Império romano ocasionou a proibição da distinção de gêneros no exercício de cargos políticos.
No contexto das pólis gregas, a cidadania assumiu sentidos específicos e excludentes, relacionados à participação política e à pertença comunitária; a análise histórica exige reconhecer que a democracia ateniense combinou deliberação direta com restrições sociais bem definidas:
Inclusão plena de estrangeiros residentes.
Participação direta de cidadãos homens.
Sufrágio universal e voto secreto.
Abolição do trabalho escravo.
A democracia ateniense do século V a.C. estabelecia participação direta dos cidadãos em assembleias deliberativas. O órgão político onde cidadãos atenienses votavam leis, declaravam guerra e julgavam casos políticos era denominado:
Senado romano.
Areópago ateniense.
Eclésia ateniense.
Gerúsia espartana.
Bulé ateniense.