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A 200 anos atrás, acontecia a “Batalha de Ayacucho” – o último grande confronto dentro das campanhas terrestres das guerras de independência hispanoamericanas (1809-1826), o que significava o final definitivo do domínio colonial espanhol na América do Sul. A batalha desenvolveu-se na pampa da Quinua no Departamento de Ayacucho, Peru, em 9 de dezembro de 1824. A vitória dos independentistas supõe o desaparecimento do contingente militar realista mais importante que seguia em pé, selando a independência do Peru com uma capitulação militar que pôs fim ao seu vice-reinado. A independência do Peru foi finalmente reconhecida pela Espanha mediante um tratado assinado em Paris, em 14 de agosto de 1879.
(Disponível em: https://www.pucsp.br/ Em: 02/2024.)
O desmantelamento dos impérios espanhol e português é objeto de abrangente bibliografia. A independência das colônias americanas é um dos temas de estudo marcado por uma infinidade de debates historiográficos importantes. Especificamente sobre o processo dessas independências, é correto afirmar que:
Bolívar acreditava que o melhor era que as ex-colônias se tornassem monarquias, cujos chefes de Estado seriam príncipes europeus convidados para governá-las.
Na visão de San Martín, as ex-colônias deveriam se organizar em uma única grande república federativa, unidas sob um mesmo governo, mais ou menos nos moldes dos Estados Unidos.
Na América Latina, os principais líderes das independências, embora concordassem que as colônias deveriam se libertar da Espanha, tinham planos diferentes para os países da América Espanhola.
Negociar diplomaticamente as independências, como no Brasil, seria uma forma de evitar guerras civis e facilitar o reconhecimento da independência das ex-colônias. Essa era a ideia de todos os libertadores do continente americano.