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Ao longo do século XIX, a escravidão tornou-se objeto de crescentes questionamentos no Brasil, tanto por pressões externas quanto por ações internas articuladas em uma ampla frente antiescravista. A chamada Campanha Abolicionista não se limitou a projetos legislativos, mas envolveu práticas insurgentes, articulações transatlânticas, e novas formas de mobilização política e cultural. Sobre o processo histórico da Campanha Abolicionista, é correto afirmar que:
O movimento abolicionista brasileiro rompeu totalmente com a estrutura agrária após a Lei Áurea, promovendo políticas de inclusão econômica e cidadania plena para os ex-escravizados, nos moldes do que já ocorria em países como os Estados Unidos.
A campanha abolicionista teve forte apoio das elites agrárias do Sudeste, que viam na abolição uma oportunidade de modernizar a economia cafeeira e integrar os libertos no mercado de trabalho assalariado rural.
A participação de mulheres, negros livres e intelectuais na campanha contribuiu para a construção de espaços públicos alternativos, como clubes, jornais e associações, que desafiaram as hierarquias raciais e ampliaram o alcance da luta antiescravista.
Embora progressista em sua retórica, a campanha abolicionista reproduziu a lógica da tutela senhorial, ao centrar-se em ações parlamentares de elite que excluíam os negros livres e libertos da arena pública.