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Considere o texto a seguir:
Alguns dos participantes das várias expedições para combater os índios no sertão ao longo da primeira metade do século XVIII conseguiram sesmarias e se instalaram, justamente, nos sertões que haviam ajudado e ajudavam a devassar. Era o caso, por exemplo, de Damaso Pinheiro de Carvalho, “um dos primeiros povoadores da capitania do Piauí” (1715, macho das Cabras); do nosso já conhecido Francisco Cavalcante de Albuquerque (1719, rio Mearim); de Francisco de Almeida, “capitão da conquista atual” (1727, do Mearim); de Manuel da Silva Pereira (1726, próximo ao rio Parnaíba); de Antônio Gomes Leite (1728, próximo ao rio Gurgueia); e de João Nogueira de Sousa (1729, instalado no Itapecuru).
(Adaptado de: CHAMBOULETRON, R e MELO, V. 3 de. Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII). Rev. Hist. (São Paulo) (168), jan.-jun. 2013)
A partir dessas informações,
a ocupação do Piauí se deu pela ação de expedições militares vindas de Portugal que se chocaram com a resistência indígena.
a oficialização da capitania do Piauí ocorreu após expedições para apresamento de indígenas, permitindo aos capitães se tornarem donos de sesmarias, também conhecidas como Capitanias Hereditárias.
os mencionados povoadores eram recompensados com a aquisição de terras por terem combatido e exterminado indígenas na região.
os bandeirantes mencionados buscavam construir sesmarias e fortes em locais próximos a rios, uma vez que se dedicavam ao transporte fluvial e eram alvo de ataques indígenas.
os “sertões” designavam, em todo o território colonial, locais de seca extrema, fator que motivava a ocupação, por indígenas e brancos, de áreas às margens de rios e riachos.