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“A crise do Império Romano é, sem sombra de dúvida, o tema...

“A crise do Império Romano é, sem sombra de dúvida, o tema de predileção da historiografia moderna, e de certa forma constitui o mito “da noção de Alta Idade Média”. Para A. Piganiol, esse é o mais importante dos problemas da história. O recenseamento feito em 1982 pelo historiador alemão A. Demandt, das diversas teses apresentadas para explicar estes fenômenos por historiadores, filósofos, economistas, etc, parece dar razão a Piganiol: nada menos que 210 hipóteses, distintas e/ou complementares, tinham sido apresentadas até aquele momento para elucidar a crise do Mundo Antigo e o desaparecimento do Império romano do Ocidente. Desde então, diversas outras abordagens foram desenvolvidas, tanto por estudiosos internacionais como brasileiros”.


SILVA, M. Entre a ‘antiguidade tardia’ e a ‘alta idade média’, Revista Diálogos, v. 12, n. 2/3, 2008, p. 53-64. (Adaptado)


Sobre as diferentes explicações propostas por estas abordagens a respeito da passagem da Antiguidade para o Medievo, pode-se considerar, a EXCEÇÃO de:


A

Esse período envolve um singular interesse por oferecer ao Ocidente Moderno e ao Ocidente Contemporâneo dois de seus principais traços definidores de identidade: os valores greco-romanos, que futuramente se tornariam uma base para a cultura burguesa e o cristianismo, que se tornaria a religião predominante no Ocidente.


B

A História do período analisada através de uma polifonia de temporalidades tem permitido aos historiadores perceberem que não pode existir periodizações inflexíveis e que os antigos elementos se reorganizam a par de novos aspectos, que se ajustam para a formação de um novo sistema de civilização.


C

A profusão de novas perspectivas na historiografia contemporânea introduz uma miríade de novos campos históricos, como a História Social, Econômica e Cultural, que contribuem para um conhecimento preciso e autêntico do que aconteceu no período.


D

A perspectiva de um longo período de transição da Antiguidade Romana ao Ocidente Medieval, situado por estudiosos entre os séculos III/IV ao VIII, tem sido contraposta às ideias como “queda” do Império Romano ou “invasões bárbaras”.