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Leia o texto a seguir:
Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.
(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)
No fragmento, ocorre a discussão
da contradição entre tempo e espaço, na perspectiva do historiador do século XXI.
dos processos de representação identitária na História do Tempo Presente.
da ocorrência de acontecimentos de tempo curto em todos os aspectos da vida humana.
do paradoxo entre o ofício do historiador e dos demais profissionais da ciência.
da importância dos acontecimentos de média duração para os estudos históricos.