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A memória coletiva de um país é constantemente tensionada por disputas entre narrativas históricas. Ao abordar o período da Ditadura Civil-Militar no Brasil, observa-se que a transição para a democracia não eliminou totalmente os resquícios autoritários do regime anterior, como a permanência de estruturas institucionais e a impunidade em relação a graves violações de direitos humanos. Nas décadas seguintes, avanços ocorreram no campo da justiça de transição, mas também houve retrocessos políticos e tentativas de reabilitação da ditadura em discursos públicos.
Diante desse panorama, qual alternativa expressa de forma mais precisa um aspecto da relação entre ditadura, redemocratização e política contemporânea no Brasil?
A redemocratização brasileira foi marcada por julgamentos e condenações sistemáticas de militares envolvidos em tortura.
O período democrático pós-1985 consolidou imediatamente a confiança popular nas instituições e eliminou o autoritarismo das forças de segurança.
A Lei da Anistia de 1979 impediu que crimes cometidos por agentes do regime fossem levados à justiça, dificultando o pleno enfrentamento do passado autoritário.
A Constituição de 1988 anulou todos os atos institucionais da ditadura e responsabilizou penalmente seus autores.
A ditadura militar brasileira foi caracterizada exclusivamente por avanços econômicos e estabilidade institucional, sem repressão política.