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Leia atentamente o fragmento abaixo:
"A ordem do tempo foi posta em questão, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Como mistos de arcaísmo e de modernidade, os fenômenos fundamentalistas são influenciados, em parte, por uma crise do futuro, enquanto as tradições, às quais se voltam para responder às infelicidades do presente, são, na impossibilidade de traçarem uma perspectiva do porvir, amplamente 'inventadas'".
(Fonte: HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. ed. 1ª. São Paulo: Autêntica, 2013, p. 20) O fragmento acima foi extraído do texto "Ordens do tempo, regimes de historicidade" de François Hartog.
Considerando o fragmento e os regimes de temporalidade dominantes nos séculos XIX e XX, assinale a alternativa que indica corretamente a razão para a "crise do futuro" no século XX:
No século XX, buscou-se delimitar rigorosamente os conceitos de passado, presente e futuro, dando destaque para o presente e não para o futuro.
A concepção unânime da história como progresso a caminho do futuro acabou sendo diluída ao longo do século XX após as experiências traumáticas desse século.
As temporalidades históricas não se alteraram ao longo da passagem do século XIX para o século XX. O que mudou, na verdade, foi a forma de enxergar as dinâmicas temporais das experiências humanas.
Ao longo do século XX, há uma série de transformações no plano das experiências humanas concretas que vão se traduzir no estreitamento, na diluição de uma cultura histórica moderna iluminista futurista.