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“Foi na França que se verificou o mais ecumênico...

“Foi na França que se verificou o mais ecumênico, transcendental e universal dos acontecimentos históricos até então: a Revolução Francesa. Em nome da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o povo, liderado pela burguesia, desencadeou o processo de ruptura com o passado. (...) Quem representava, até então, as forças de transformação? O Terceiro Estado, o Povo liderado pela burguesia.”


AQUINO, Rubim. História das sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2003. p.165-6.


Assim como a maioria dos grandes temas na História, também a Revolução Francesa tem a sua historiografia marcada por influências ideológicas, exposição a novos olhares e diversidade de fontes e métodos. O trecho destacado aponta para uma concepção central de uma vertente historiográfica, talvez ainda dominante nas obras didáticas no Brasil, sobre a grandiosa e longeva sequência de eventos que caracteriza esse processo. Todavia, é também bastante reconhecida uma proposta revisionista desta perspectiva expressa no trecho, que se funda no seguinte autor e argumento:


A

François Furet, que considera o surgimento de um discurso político de soberania popular e democracia mais relevante que os discursos pautados na luta de classes e estruturas econômicas


B

Albert Soboul, pois inverte a ordem revolucionária clássica, considerando um rearranjo das estruturas nobiliárias sua aproximação aos sans-culottes diante da crise econômica e institucional


C

Eric Hobsbawn, quando aponta para a ruptura de uma ordem institucional com o antigo regime, sendo a Era da Revolução uma antecipação do mundo liberal dominado pela burguesia


D

Jules Michelet, na medida em que considera a sequência de fenômenos cotidianos e políticos como a fundação nacionalista do povo francês, a partir do impulso moral e intelectual revolucionário