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A intervenção soviética no Afeganistão, iniciada em dezembro de 1979, inseriu-se em um conjunto de dinâmicas geopolíticas da Guerra Fria. Diversas interpretações historiográficas discutem as razões e efeitos desse movimento, relacionando-o tanto à lógica do equilíbrio global quanto a condições internas do Afeganistão. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
A intervenção soviética ocorreu em um momento de retração estratégica da URSS, que temia que a expansão islâmica pró-iraniana desestabilizasse repúblicas muçulmanas soviéticas e o objetivo principal era evitar contaminações ideológicas e não disputar influência regional com os EUA.
A presença soviética no Afeganistão visou apoiar um governo marxista local que buscava reformas modernizadoras em áreas tradicionais, mas a resistência interna tribal, aliada ao apoio norte-americano e paquistanês aos mujahidin, transformou o conflito em uma guerra por procuração.
A decisão soviética representou um processo de descolonização tardia, pelo qual Moscou buscava expandir sua versão do socialismo islâmico, reconhecendo as estruturas religiosas locais e evitando interferência direta em instituições políticas afegãs.
A intervenção soviética foi resultado direto da política de détente, consolidando uma aproximação estratégica entre EUA e URSS, que atuaram de modo cooperativo para estabilizar o Afeganistão e impedir que a China adquirisse influência decisiva no Oriente Médio.
A guerra caracterizou um movimento de defesa do Afeganistão contra a expansão norte-americana, visto que os Estados Unidos haviam invadido Cabul em 1978, e a URSS atuou apenas como força mediadora, em operação apoiada pela ONU.