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"A praia estava deserta. Não havia ninguém ao longo da enseada nem das densas matas que...

"A praia estava deserta. Não havia ninguém ao longo da enseada nem das densas matas que a cercavam. A areia, porém, se encontrava repleta de pegadas, num sinal claro de que a terra era habitada. Tal evidência não impediu que os marujos recém-desembarcados gravassem seus nomes e os de seus navios nas árvores e nas rochas costeiras e, a seguir, imprimissem o dia, o mês e o ano de seu desembarque, tomando posse daquele território em nome da Coroa de Castela […] Ironicamente, o mau tempo acabaria permitindo a Pinzón realizar uma das mais rápidas travessias entre Cabo Verde e o Brasil. Suas caravelas gastaram apenas 13 dias para cobrir uma distância de 1.400 milhas náuticas (ou cerca de 2.390 quilômetros) – trajeto que custaria cerca de um mês de viagem a todas as expedições subsequentes [...]" (Bueno, 2016, p. 11-15).


É correto afirmar que Bueno (2016)


A

demonstra que, sob a ótica dos portugueses, não havia diferenças entre os degredados e os traficantes, ambos eram vistos como a nobreza da terra.


B

evidencia que a quarta viagem à América, descrita na “Lettera”, confirma o fato de que Américo Vespúcio teria sido o primeiro europeu a percorrer vastas extensões da América Central e América do Norte.


C

corrobora a tese de que Pinzón conseguiu manter relação pacífica com os Potiguar, exatamente como os portugueses, na Bahia, com os Tupiniquim.


D

revisita a historiografia dos “descobrimentos” para evidenciar que os espanhóis chegaram à América antes mesmo dos portugueses, atribuindo aos espanhóis o pioneirismo da “descoberta”.


E

reitera, por meio do documento “Mundus Novus”, escrito por Vespúcio em 1504, que a quarta parte do mundo acabou sendo batizada com o nome do homem que foi o seu descobridor.