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A escola histórica social inglesa consolidou-se como uma vertente crítica às interpretações economicistas e às leituras teleológicas da história social, propondo uma abordagem atenta às experiências vividas, às práticas culturais e aos conflitos sociais. Nesse campo, a obra de E. P. Thompson (2012) ocupa lugar central ao redefinir a noção de classe e o papel da experiência histórica na constituição dos sujeitos sociais. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que expressa de forma mais precisa a concepção thompsoniana de classe social e sua implicação metodológica para a escrita da história.
A classe social é uma categoria objetiva determinada exclusivamente pela posição dos indivíduos nas relações de produção, independentemente de suas práticas culturais e políticas.
A classe deve ser compreendida como uma estrutura econômica fixa, cuja consciência surge automaticamente a partir do desenvolvimento das forças produtivas.
A classe é um processo histórico relacional, construído por meio de experiências compartilhadas, conflitos e práticas culturais, o que exige uma abordagem histórica sensível à agência e à temporalidade vivida dos sujeitos.
A formação das classes populares resulta prioritariamente da ação de lideranças políticas e intelectuais que introduzem a consciência de classe nos grupos subalternos.
A história social, segundo Thompson, prescinde da análise das estruturas econômicas, priorizando exclusivamente narrativas culturais e simbólicas.