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A partir da segunda metade do século XIX, com a expansão canavieira em Alagoas associada à decadência do Nordeste açucareiro e à crescente demanda do mercado interno, consolidou-se uma paisagem social marcada não apenas pela exploração, mas também por formas de resistência e de adaptação cultural.
Sobre essa dinâmica, a historiografia tem destacado que
a integração de migrantes e ex-escravizados ao complexo canavieiro deu origem a manifestações culturais híbridas, que reelaboraram tradições sob as condições do trabalho na cana.
o domínio patronal, apesar de sua violência estrutural, não impediu a formação de identidades coletivas, porém essas se restringiram a uma reação pontual e desorganizada frente à opressão.
a produção canavieira promoveu uma reconfiguração profunda das tradições culturais anteriores, substituindo-as, integralmente, por uma cultura nova e desenraizada do passado rural.
as expressões culturais nos canaviais tenderam a valorizar e a reproduzir os elementos de origem europeia, na qual as contribuições africanas e indígenas assumiram um papel periférico e residual.
a dimensão econômica da cultura canavieira prevaleceu sobre outros aspectos, de modo que suas influências, nas práticas religiosas e familiares das comunidades, ocorreram de forma secundária e pouco transformadora.