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Igreja cobra taxa na região onde bispo Sardinha foi devorado Ari Cipola da Agência Folh...

Igreja cobra taxa na região onde bispo Sardinha foi devorado

Ari Cipola da Agência Folha, em Coruripe


A Igreja Católica recebe taxas dos moradores do pequeno município de Coruripe, em Alagoas. O local foi terra dos índios caetés, lembrados por terem promovido o mais conhecido “banquete antropofágico” do país. Segundo o pároco local, Pedro Silva, atualmente o valor arrecadado com os “impostos territoriais” é de cerca de R$ 1,2 mil por ano. Em 16 de junho de 1556, os caetés devoraram o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, e 90 tripulantes que naufragaram com ele na região.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/report_1.htm. Acesso em: 8 fev. 2026.


O episódio do naufrágio e morte do bispo dom Pedro Fernandes de Sardinha (1556), nas terras dos caetés, foi amplamente registrado pelos cronistas coloniais e permanece como uma narrativa marcante.

A partir do fragmento jornalístico e à luz da historiografia crítica sobre o século XVI, é correto afirmar que


A

os caetés foram os únicos povos indígenas do Brasil Colonial a praticar antropofagia ritual, o que explica a violência específica da represália portuguesa.


B

a acusação de antropofagia contra os caetés foi um acontecimento isolado, sem relação com os interesses econômicos e políticos portugueses na região.


C

o episódio serviu como justificativa moral e legal para a guerra de extermínio e de escravização dos caetés, inserindo-se na estratégia colonial de dominação territorial.


D

o naufrágio de Sardinha representou o ápice de uma guerra prolongada, iniciada pelos caetés contra a presença portuguesa, motivada por disputas religiosas.


E

a Igreja Católica utilizou o fato exclusivamente para fins de evangelização pacífica, resultando na integração harmoniosa dos caetés à sociedade colonial.