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Um professor de História, ao abordar, em sala de aula, a ditadura militar no Brasil, apresentou um trecho de uma carta escrita em 1971 por Eliana Paiva, filha do deputado federal Rubens Paiva, então detido pelo regime. Na missiva, dirigida à comunidade internacional, ela solicitava apoio para localizar seus pais: Não vi minha mãe e não sei nada sobre meu pai. Não sei a razão nem o porquê de tudo o que está acontecendo. Estou perdendo a confiança na liberdade e nos direitos humanos.
Adaptado de “Lamento de una hija”, Ercilla, n. 1858, 1971, p. 27.
Considerando que posteriormente foi confirmado o assassinato de Rubens Paiva sob custódia do Estado, o professor utilizou o testemunho como fonte histórica para discutir os impactos da repressão e os limites do uso de relatos de experiência na investigação do passado.
Com base na atividade didática, é correto afirmar que o uso desse tipo de fonte em sala de aula permite
compreender o testemunho como relato representativo da percepção coletiva da sociedade brasileira sobre a repressão política naquele período.
destacar seu caráter subjetivo, como expressão de uma experiência individual, incompatível para o registro histórico das estruturas políticas e sociais do período.
discutir a necessidade de validação histórica da fonte, uma vez que a autora não dispõe de plena consciência dos eventos do período por estar imersa nos acontecimentos.
evidenciar que toda fonte é produzida em contexto histórico específico e que sua interpretação exige articular a experiência do passado às questões do presente.
revelar os acontecimentos históricos, por expressar de forma fidedigna a verdade histórica dos acontecimentos, por terem sido vivenciados por quem os narra.