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“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das figuras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”
GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.
Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que:
O Diabo deve ser compreendido como parte integrante do sistema religioso medieval, sendo utilizado para explicar conflitos sociais e morais, reforçando valores cristãos e a ordem social vigente.
A oposição entre o bem e o mal esteve presente no período medieval apenas como explicação das tentações individuais ligadas à ganância, sem relação com conflitos sociais mais amplos.
O medo do Diabo limitava-se à esfera da consciência individual, não interferindo nas práticas coletivas nem nas estruturas sociais da Idade Média.
As denúncias de feitiçaria e heresia não representavam ameaças às instituições religiosas e políticas medievais, razão pela qual eram tratadas com tolerância e punições brandas.
As associações entre o Diabo e grupos não cristãos, como judeus, muçulmanos e pagãos, não tiveram impacto significativo na legitimação de perseguições ou na afirmação do poder da Igreja.