Questões de Concurso sobre Medievalidade Europeia

 
 
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Leia o texto a seguir.


No tempo que governavam os três estados, começaram a levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres. Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam. Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele, que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.


FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em: https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.


Sobre as relações medievais presentes no trecho das Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade


A

hierárquica.


B

igualitária.


C

urbana.


D

pagã.

No mundo medieval, o vínculo político entre nobres baseado em juramento e concessão de benefício estrutura uma relação distinta da servidão. Identifique a instituição:


A

Suserania e vassalagem.


B

Banalidades.


C

Corveia.


D

Talha.

A Baixa Idade Média (séculos XI-XV) na Europa foi um período de profundas transformações que marcaram a transição do feudalismo para novas configurações sociais e econômicas. O renascimento comercial e urbano, impulsionado pelo aumento da produção agrícola e pelo crescimento populacional, levou ao surgimento de cidades, feiras e corporações de ofício, reconfigurando as relações de poder e abrindo caminho para o desenvolvimento do capitalismo.


Sobre as transformações ocorridas na Baixa Idade Média europeia, assinale a alternativa correta:


A

A Baixa Idade Média foi caracterizada pela estagnação econômica e pelo declínio das cidades, mantendo a estrutura feudal inalterada.


B

O período presenciou o fortalecimento exclusivo da nobreza feudal, sem o surgimento de novas classes sociais com poder econômico.


C

As corporações de ofício surgiram para enfraquecer o comércio, limitando a produção e a circulação de mercadorias.


D

O renascimento comercial e urbano foi um fenômeno isolado, sem impacto nas relações sociais e políticas da época.


E

O crescimento das cidades, o desenvolvimento do comércio e o surgimento das corporações de ofício foram elementos-chave na transição do feudalismo.

Leia o texto a seguir.


A abrupta queda do mundo americano é inconteste. A rápida decadência começa nas ilhas caribenhas. Ali não houve saída para os nativos, quase eliminados antes de começar a aventura das companhias de mercenários espanhóis no continente.


FRANCO JUNIOR, Hilário. As Cruzadas: Guerra Santa entre Ocidente e Oriente. São Paulo: Brasiliense, 1999.


Uma das consequências mais significativa das Cruzadas para o Ocidente Europeu foi


A

o declínio do comércio, o desaparecimento da vida urbana e a descentralização política no ocidente da Europa.


B

a conquista dos lugares sagrados do cristianismo situados na Ásia Ocidental, aspecto que fortaleceu a Igreja Católica no continente europeu.


C

a “reabertura” do Mediterrâneo, que, possibilitando a reativação dos contratos entre Ocidente e Oriente, intensificou o renascimento comercial e urbano na Europa.


D

um novo Cisma no cristianismo com o início da Reforma Protestante no século XVI, cujo sucesso rompeu com a hegemonia da Igreja Católica na Baixa Idade Média.

Leia o texto a seguir.


O período entre o século IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais frequência, Idade Média. Todos esses rótulos pejorativos escondem a importância daquela época, na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. Países surgidos depois daquela fase histórica – caso do Brasil, por exemplo – têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são, ao mesmo tempo, familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar, mas da qual, somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual, compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento.


FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média, nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2006.


Conforme o pensamento do autor, a denominada Idade Média é importante pois


A

o conceito de Idade Média foi uma construção posterior, de responsabilidade do século XVI, criando, a partir do movimento renascentista e iluminista, o mito historiográfico, tão difundido e ainda presente, de Idade das Trevas.


B

como uma infância longínqua, coloca essa época como grande impulsionadora, como marco principal e base de grande parte do modelo organizacional das sociedades do Ocidente atual.


C

o período assim denominado, durante muito tempo, foi rechaçado por alcunhas pejorativas pelo fato de ter ocorrido grande predominância da Igreja Católica, constituindo o momento, a partir de então, como Idade da Fé.


D

a crítica ferrenha se difundiu nos manuais escolares que reforçou a ideia de rótulo pejorativo, quando fez comparações com outros períodos didaticamente divididos da História, colocando a Idade Média em segundo plano.

No sistema senhorial, a obrigação de trabalho do camponês nas terras do senhor em dias determinados caracteriza:


A

Talha.


B

Dízimo.


C

Corveia.


D

Alódio.

“No final da Idade Média, nas ilhas mediterrâneas, região em que se encontrava o regime de tipo escravista mais importante da Europa, escravos já trabalhavam com a produção de açúcar. Note-se, contudo, que, se diversos povos contavam com o trabalho escravo, este não era muito empregado na agricultura; cativos executavam sobretudo tarefas artesanais. A mão de obra essencial para o setor agrícola continuava a ser camponesa; isso até os portugueses chegarem à Costa da Guine no século XV.”


SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.


A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.


A

A escravidão já existia em sociedades africanas, articulada a sistemas de parentesco e linhagem, e manteve-se inalterada após a chegada dos europeus, sem impacto significativo na organização política ou econômica local.


B

Antes da expansão europeia, os cativos eram majoritariamente empregados em atividades domésticas, situação que permaneceu predominante mesmo após a intensificação do contato com os europeus.


C

O comércio de escravizados manteve, entre os séculos XV e XVII, seu caráter essencialmente interno, com fluxo internacional voltado prioritariamente para os mercados asiáticos.


D

Com a expansão da produção açucareira nas áreas coloniais, o trabalho escravo tornouse central na agricultura de exportação, deslocando progressivamente o interesse europeu do comércio de especiarias para o tráfico transatlântico de africanos.


E

As principais rotas do tráfico concentraramse no norte da África e no mar Vermelho, regiões onde o trabalho escravo não exercia papel relevante nas economias locais.

Leia o trecho a seguir.


Uma sociedade que tanto valor dava às fórmulas e aos gestos, precisava de ritos para repelir os medos e estabelecer ligações com as forças sobrenaturais: precisava dos sacramentos e, por consequência, dos monges. Nesse tempo, o indivíduo não contava, perdia-se no seio de um grupo onde as iniciativas de cada um se fundiam em responsabilidade comuns. Todo o povo cristão se sentia solidário perante o mal e perante Deus, maculado pelo crime deste ou daquele dos seus membros, purificado pelas abstinências de alguns. Esses agentes de redenção coletiva eram os monges. O mosteiro intervinha como um órgão de compensação espiritual. Esta função justificava sua decoração, ornamentos e arquitetura.

Adaptado de DUBY, Georges. O tempo das catedrais. A arte e a sociedade, 980-1420. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 67-68.


Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a relação entre a dimensão religiosa e a organização social medieval.


A

A experiência religiosa medieval baseava-se em vivências espirituais individuais, marcadas pelo afastamento dos vínculos sociais e pela busca interior da salvação.


B

A relação com o divino era mediada por objetos e elementos materiais de culto, que substituíam a dimensão espiritual da fé.


C

A mediação entre o mundo terreno e o sagrado, exercida pelos mosteiros, expressava-se pela austeridade, em conexão com o ideal de pobreza cristã como caminho para a salvação.


D

A relação com o divino manifestava-se em diferentes dimensões da vida social, uma vez que as dinâmicas coletivas eram compreendidas como sagradas.


E

A vida religiosa estruturava a experiência coletiva medieval, atuando como mecanismo de coesão social e mediação com o divino por meio de ritos, instituições e símbolos.

No contexto da história mundial, a abolição do sistema de servidão e criação do trabalho assalariado está ligada diretamente a(o):


A

derrubada do capitalismo monopolista.


B

implementação do mercantilismo.


C

transição do sistema feudalista para o capitalismo.


D

movimento de colonização do território americano


E

queda do Império Romano pela invasão de povos bárbaros.

A Idade Média (séculos V-XWV) não foi um período homogêneo nem restrito à Europa. Enquanto o Ocidente europeu vivia a fragmentação política feudal e o poder da Igreja Católica, outras regiões experimentavam impérios centralizados, intensos fluxos comerciais, avanços científicos e formas de organização sociopolítica distintas, incluindo estruturas religiosas, administrativas e mercantis que articularam territórios em escala intercontinental. Sobre o período medieval e suas dinâmicas na Europa, Ásia e África, analise as afirmativas:


l.Na Europa Ocidental, o feudalismo caracterizou-se pela descentralização do poder político, economia agrária de subsistência predominante, laços de suserania-vassalagem e limitada circulação monetária em grande parte do período.

Il. Na Ásia, o Império Bizantino e o Califado Islâmico foram agentes secundários do comércio medieval, pois se mantiveram isolados das principais rotas internacionais como a Rota da Seda, controlada exclusivamente por reinos cristãos europeus.

IIl.Na África medieval, o Império do Mali consolidou-se a partir do controle do ouro e do comércio transaariano, apresentando centralização política, maior circulação monetária que o feudalismo europeu ocidental e forte influência cultural do Islã.

IV.Entre os séculos XI e XIII, as Cruzadas promoveram exclusivamente a expansão religiosa europeia sem efeitos geográficos ou econômicos duradouros, não impactando o intercâmbio cultural, a circulação de mercadorias nem a reabertura de contatos comerciais entre Ocidente e Oriente.


Assinale a alternativa correta:


A

Apenas I, Il e Ill estão corretas.


B

Apenas I, Ill e IV estão corretas.


C

Apenas Ill e IV estão corretas.


D

Apenas l e Ill estão corretas.

Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna: Para os europeus, a Idade Média equivale ao período de formação de uma identidade supranacional de fundo cristão, momento em que se alicerçam costumes e práticas coletivas orientadas por uma fé que se quer única e una. Em nome dessa fé os ocidentais fizeram as __________ e cortaram os oceanos.


A

democracias


B

físicas


C

cruzadas


D

filosofias


E

reformas

Acerca do período medieval europeu é correto afirmar que era caracterizado


A

pelas práticas econômicas essencialmente mercantilistas.


B

por ter na terra o bem econômico fundamental.


C

por reduzir o papel espiritual e político da Igreja Católica.


D

pelo amplo domínio da mão de obra escrava.


E

pela socialização dos meios de produção.

O chamado "Renascimento do Século XII" promoveu uma transformação profunda nas formas de saber. A Escolástica, método de pensamento crítico que dominou as universidades medievais, tinha como pressuposto central:


A

A conciliação entre a fé cristã e o racionalismo aristotélico, utilizando a lógica para sistematizar e defender os dogmas religiosos.


B

A negação absoluta da autoridade dos Padres da Igreja em favor de uma ciência empírica baseada na experimentação laboratorial.


C

O retorno aos valores estéticos do paganismo helenístico, desprezando a metafísica em prol do humanismo cívico.


D

A defesa do misticismo individual como única via de conhecimento, rejeitando o uso da dialética nas discussões teológicas.

"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."


FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001.


"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."


ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.


Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA:


A

A centralização descrita por Norbert Elias representa ruptura absoluta com as estruturas feudais, implicando substituição imediata das relações pessoais por dominação burocrática racional-legal.


B

A feudo-clericalização dos séculos XI-XII, ao estruturar uma aristocracia baseada em vínculos pessoais de dependência, fornece matriz relacional que será transformada — e não simplesmente eliminada — pelo processo de centralização monárquica.


C

A análise de Hilário Franco Júnior converge integralmente com Norbert Elias ao sustentar que o feudalismo já continha, em sua essência, o monopólio legítimo da violência.


D

A transição analisada pode ser interpretada como deslocamento de uma lógica de fragmentação senhorial para uma lógica de concentração progressiva dos recursos de coerção e tributação.


E

A monopolização fiscal e militar caracteriza igualmente o feudalismo em sentido estrito e a sociedade de corte, diferenciando-se apenas quanto à escala territorial.

“Em 1º de novembro de 1755 um terremoto arrasou Lisboa, provocando milhares de mortes e destruindo cerca de 85% da cidade. (...) O Rei D. José I e o primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, (...) contrataram arquitetos e engenheiros de toda a Europa a fim de reconstruir a capital. A arquitetura das casas era uniforme, assim como o desenho das portas, janelas e varandas. Vigas, balaustradas, azulejos e até pregos foram feitos em série a partir de um pequeno número de modelos, (...). A arquitetura (...) deveria submeter os interesses particulares à utilidade pública da regularidade e da beleza da capital.”


ENDERS, A.; MORAES, M. & FRANCO, R. História em curso: da Antiguidade à Globalização. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: FGV, 2008. p. 206


Considerando as informações do trecho selecionado e o contexto europeu da época abordada, uma alcunha que poderia ser – e provavelmente foi – atribuída à Lisboa após sua reconstrução é:


A

Capital da Contrarreforma


B

Cidade do Iluminismo


C

Cidade Absoluta


D

Capital Barroca

Leia com atenção o texto abaixo:


“Morgana deu uma gargalhada. Eles vão à noite, seu idiota, e cultuam nus sua Deusa imunda. Homens e mulheres juntos, suando como suínos! Acha que não sei? Eu, que fui uma daquelas pecadoras? Você acha, Derfel, que sabe mais do que eu sobre os cultos pagãos? [...] Ela mergulhou os dedos na tigela de água e fez de novo o sinal da cruz, deixando uma gota de água benta na testa da máscara. [...] Não insisti na discussão. As diferentes crenças sempre se insultavam mutuamente assim. Muitos pagãos acusavam os cristãos de comportamento semelhante no que era chamado “festas do amor”, e muitas pessoas do campo acreditavam que os cristãos sequestravam e matavam crianças.”


A obra ficcional acima se passa na Inglaterra da alta idade média, durante o longo processo de invasão dos saxões naquela ilha. Um dos aspectos perceptíveis é a presença do cristianismo e de outras crenças entre os diferentes povos que ocupavam este território. Sobre este assunto, assinale a alternativa CORRETA:


CORNWELLL, Bernard. As crônicas de Arthur, vol. 2: o inimigo de Deus. Rio de Janeiro: 2015, p.295.


A

O cristianismo buscou sucessivas vezes se estabelecer na Inglaterra ao longo dos séculos, mas só obteve sucesso após a Reforma Protestante, quando contou com o apoio de importantes lideranças políticas para se estabelecer sobre outras formas de crença que ainda persistiam no cotidiano.


B

O cristianismo se estabeleceu rapidamente na Inglaterra, suplantando as crenças pagãs dos chamados povos bárbaros, Saxões, Bretões, Anglos e Jutos. Essa rápida disseminação foi possível graças a fortes pontos de convergência entre essas crenças que teriam permitido a aceitação hegemônica do cristianismo.


C

O Cristianismo ingressou na Inglaterra por meio de ordens religiosas e ganhou espaço entre a população mais pobre, em especial os camponeses, mas não obteve o mesmo sucesso na tentativa de conversão dos nobres e suas cortes, que mantiveram as suas crenças ancestrais.


D

O Cristianismo, na Britânia, se estabeleceu lentamente, por meio de celtas convertidos e, em seguida, com a chega dos agostinianos enviados pelo Papa Gregório Magno. Por essa razão, ele apresentou diferenças importantes que só se resolveram nos encontros conciliares e sinodais como o de Whitby.


E

O cristianismo conseguiu se estabelecer na Inglaterra entre os povos locais, moldando-se às antigas formas de crer que persistiam naquele cotidiano. Por essa razão, nunca foi uma religião marcada pela ortodoxia, mas sim reconhecida pelo sincretismo que tornou a Igreja inglesa atípica em relação a outras do continente europeu.

Na periodização historiográfica tradicional que utiliza 1453 como marco de transição no Ocidente, o evento que assinala o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna foi:


A

Reforma Protestante.


B

Revolução Comercial.


C

Descobrimento da América.


D

Renascimento Cultural.


E

Queda de Constantinopla.

A historiografia recente tem problematizado a noção de Idade Média como um período exclusivamente europeu, enfatizando conexões econômicas, culturais e intelectuais entre Europa, Ásia e África. Essa abordagem amplia a compreensão das dinâmicas históricas medievais e questiona narrativas centradas no isolamento do continente europeu. Nesse sentido, qual interpretação é correta?


A

A separação absoluta entre história medieval e história global.


B

A Idade Média como fase de estagnação global e isolamento cultural.


C

A centralidade exclusiva da Europa cristã na produção histórica medieval.


D

A Idade Média como período marcado por intensas interações entre diferentes regiões afro-euroasiáticas.


E

A inexistência de circulação de saberes entre sociedades medievais.

A Idade Média (aproximadamente do século V ao XV) foi marcada por distintas realidades sociais, políticas, econômicas e culturais nos continentes europeu, asiático e africano. Observe a Coluna 1, que apresenta características ou eventos desse período, e a Coluna 2, que indica regiões onde essas ocorrências foram mais expressivas. Estabeleça a correspondência correta.


Coluna 1:


1.Feudalismo como sistema de organização política, econômica e social, baseado na posse de terra e nas obrigações entre senhores e servos.

2.Expansão do comércio, surgimento de cidades-estados mercantis e influência da filosofia e ciência islâmica.

3.Império Mali, comércio de ouro e sal e desenvolvimento de centros culturais e acadêmicos, como Timbuktu.

4.Cruzadas, fortalecimento da Igreja Católica e rivalidades entre nobres pelo controle de territórios.

5.Dinastias chinesas, uso da pólvora, porcelana e desenvolvimento do confucionismo como base ética e administrativa.


Coluna 2:


(__)África Ocidental.

(__)Europa Ocidental.

(__)China e Ásia Oriental.

(__)Oriente Médio e Ásia Central.

(__)Europa Mediterrânea.


Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:


A

3, 5, 1, 2, 4.


B

3, 1, 5, 2, 4.


C

4, 3, 5, 2, 4.


D

1, 2, 3, 4, 5.

Na Alta Idade Média, alguns centros urbanos destacaramse como polos de produção e foram referências no mundo islâmico medieval, atuando na preservação e difusão do conhecimento, reunindo estudiosos de diferentes origens e desenvolvendo importantes atividades de tradução e investigação científica. Entre esses centros, duas cidades desempenharam papel fundamental nesse processo, sendo elas


A

Constantinopla e Veneza.


B

Bagdá e Córdoba.


C

Londres e Praga.


D

Roma e Paris.

 
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