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“Assim como estiveram à frente de fazendas e outras atividades agrícolas, as mulheres também dirigiam engenhos. Quando fez sua Descrição do Distrito dos Campos Goiatacaz, em 1785, Couto Reis recenseou 124 engenhos, dos quais dez pertenciam a mulheres. Para além destas senhoras de engenho, o cartógrafo identificou inúmeras lavradoras, como Dorothea Barreta, Raimunda Rodriguez, Rosa Maria, Úrsula Campelo e Maria Almeida, envolvidas no cultivo de cana”.
PRIORE, Mary del. Histórias da gente brasileira: volume I: colônia. Rio de Janeiro: LeYa, 2016. p.83.
Considerando o trabalho sistemático em torno da exploração do açúcar, é CORRETO afirmar que:
A produção de açúcar se organizou exclusivamente em torno da autoridade masculina, sendo a participação feminina inexistente nas atividades produtivas e administrativas.
O sistema açucareiro colonial baseava-se em pequenas propriedades familiares, com trabalho majoritariamente livre e produção voltada ao mercado interno.
A economia açucareira articulava grandes unidades produtivas, trabalho escravizado e mercado externo, permitindo, em determinados contextos, a atuação de mulheres como proprietárias e administradoras de engenhos.
Apresença feminina na produção açucareira representou uma ruptura com a lógica patriarcal da sociedade colonial, eliminando hierarquias sociais e de gênero.
O cultivo da cana-de-açúcar ocorreu de forma marginal na economia colonial, sendo secundário em relação à mineração e à pecuária no período analisado.