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Ao estudar a força de trabalho na sociedade colonial brasileira, um docente do Ensino Técnico Integrado sugeriu a leitura do seguinte trecho do Sermão Vigésimo Sétimo, de padre Antônio Vieira:
“[...] O remédio é, que quando servis a vossos senhores, não os sirvais, como quem serve a homens, senão como quem serve a Deus [...] porque então não servis como cativos, senão como livres, nem obedeceis como escravos, senão como filhos. Não servis como cativos, senão como livres; porque Deus vos há-de pagar o vosso trabalho [...] e não obedeceis como escravos, senão como filhos; porque Deus, com quem vos conformais nessa fortuna, que ele vos deu, vos há-de fazer seus herdeiros [...].”
(Adaptado de VIEIRA, Pe. Antônio. Obras escolhidas. v. XI. Lisboa: Livraria Sá da Costa, p. 80).
A partir dessa atividade proposta pelo docente, é plausível os alunos inferirem que
a retórica barroca incorporou dogmas cristãos às justificativas para a escravização de seres humanos.
as teorizações das ordens eclesiásticas, elaboradas sob a égide cristã, repudiaram o trabalho compulsório.
os argumentos de natureza teológica foram fundamentais para estimular a mentalidade autônoma nas senzalas.
as diretrizes dogmáticas da Companhia de Jesus promoveram a exaltação do ideal de liberdade cultivado pelos cativos.