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Entre o III e o II milênios a.C., diferentes sociedades do Antigo Oriente Próximo desenvolveram mecanismos formais de organização coletiva. Sobre esse assunto, é correto afirmar que:
a escrita foi utilizada majoritariamente para registros literários, sem função administrativa relevante.
a autoridade política baseava-se em acordos civis desvinculados de concepções religiosas.
a organização estatal dependia de sistemas jurídicos orais, pouco associados à economia.
o poder político articulava administração, religião e escrita como instrumentos de legitimação.
a economia urbana desenvolveu-se de forma autônoma em relação às estruturas políticas.
A organização das primeiras civilizações orientais articulou economia agrária, poder político centralizado e forte dimensão simbólica. O controle dos recursos naturais e do excedente produtivo sustentava estruturas hierárquicas estáveis. A religião exercia papel legitimador do poder, integrando sociedade e Estado. Essa configuração possibilitou grandes obras coletivas e sistemas administrativos duradouros.
Qual característica sintetiza esse modelo?
Predomínio da livre iniciativa privada.
Centralização econômica e política legitimada por fundamentos religiosos.
Autonomia econômica das comunidades locais.
Separação entre poder político e religioso.
Mobilidade social ampla e permanente.
Assinale a alternativa que representa a expressão historiográfica cultural que determinou a síntese do cristianismo, com forte caráter cristão, ostentando uma majestade que exprimiu o poder e riqueza das classes sociais mais abastadas da época.
Arte barroca.
Feudalismo.
Arte bizantina.
Modernidade.
Como a Quarta Cruzada afetou o Império Bizantino em 1204?
Resultou na conquista temporária de Constantinopla pelos cruzados e na formação do Império Latino.
Fortaleceu a posição do Império Bizantino no Mediterrâneo.
Unificou as facções políticas internas do império.
Levou à recuperação dos territórios perdidos para os turcos.
Estabeleceu uma aliança duradoura entre o Império e os Estados cruzados.
Durante as décadas de 1950 e 1960, consolidou-se no Ocidente um movimento juvenil que passou a criticar os modos de vida tradicionais e a propor novos estilos de vida, relações sociais e formas de contestação política. Esse movimento, conhecido como Contracultura, teve seu auge em 1968, quando manifestações e rebeliões ocorreram em diferentes partes do mundo. Com base no contexto apresentado e considerando a diversidade de fontes históricas para a análise desse período, a Contracultura caracterizou-se pelo(a)
centralidade exclusiva do movimento estudantil europeu, que, sem articulação com trabalhadores ou intelectuais em outras partes do mundo, limitou-se a fazer reivindicações de caráter cultural erudito e antidemocráticas.
ocorrência de rebeliões de base, com greves direcionadas aos patrões, às igrejas, aos governos e até às lideranças sindicais, a exemplo da greve nos correios nos Estados Unidos, na década de 1960, em apoio aos movimentos feministas em Paris.
apoio da elite urbana ao pacifismo e ao amor livre, reconhecendo nesses ideais um caminho para a modernização econômica e política dos EUA, além de uma preocupação com a estética do American Way of Life.
retração dos movimentos sociais pela liberação gay, tendo como referência marcante a revolta contra a repressão policial ocorrida no bar de Stonewall, em Nova York, em 1969, além do recrudescimento do modelo familiar nuclear.
valorização da liberdade individual, da revolução sexual, do feminismo e da crítica ao consumismo, ao mesmo tempo que movimentos como o hippie e os protestos de 1968 questionaram guerras, ditaduras e condições de trabalho.
As Cruzadas, iniciadas no século XI, impactaram profundamente as relações entre o Ocidente cristão e o mundo muçulmano. Um dos efeitos econômicos indiretos desse período foi:
O fortalecimento das cidades-Estado italianas, como Veneza e Gênova, devido ao comércio de bens orientais.
A centralização do poder papal, que adquiriu o controle direto sobre rotas comerciais entre a Europa e a Ásia.
A expansão do sistema feudal europeu em territórios conquistados na Palestina.
A redução das trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente devido ao aumento das hostilidades.
Qual foi o impacto da Batalha de Manzikert em 1071 para o Império Bizantino?
Marcou a expansão do Império para o oeste.
Resultou na perda significativa de território na Anatólia para os turcos seljúcidas.
Levou à conquista de Constantinopla pelos cruzados.
Estabeleceu uma aliança duradoura com o Império Otomano.
Consolidou o poder do imperador sobre a Igreja.
Qual era a principal função do "tema" no sistema administrativo e militar bizantino?
Centros religiosos dedicados ao estudo da teologia ortodoxa.
Distritos governamentais para a administração civil.
Divisões territoriais que combinavam controle militar e administração civil.
Escolas para o treinamento de funcionários do império.
Áreas reservadas exclusivamente para a nobreza.
No ocidente medieval, o indivíduo pertencia antes de tudo à família — família extensa, patriarcal ou tribal, sob a direção de um chefe de família. No que se refere à comunidade familiar no ocidente medieval, analisar os itens.
I. O peso do grupo familiar é bem conhecido no âmbito da classe senhorial, em que a linhagem impõe suas realidades, seus deveres e sua moral ao cavaleiro.
II. A linhagem é uma comunidade de sangue composta de "parentes" e de "amigos carnais", que eram provavelmente parentes por aliança.
III. A linhagem não é um resíduo de uma grande família primitiva, mas sim uma fase da organização familiar nas sociedades germânicas da Alta Idade Média, conhecida como Sippe, na qual os membros se unem por laços de solidariedade, especialmente no campo de batalha e na defesa da honra.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Em todos os itens.
“O estudo das civilizações que se desenvolveram às margens dos rios Nilo, Tigre e Eufrates, de grande tradição, tem passado por um reexame crítico. Em particular, convém perscrutar as origens do discurso que contrapõe o Ocidente ao Oriente como se houvesse civilização no Ocidente e barbárie no Oriente. De maneira sintomática, os habitantes contemporâneos do Egito e da Mesopotâmia, árabes, são ignorados, como se não existissem. Estas análises revisionistas buscam as origens, nos séculos XVIII e XIX, da criação de um discurso ‘científico’, denominado Orientalismo por Edward Said, que justificaria a superioridade ariana, indo-européia, frente à inferioridade e barbárie dos semitas, categoria analítica que ainda domina muitos estudos do Oriente”.
Pedro Paulo Abreu Funari e Renata Senna Garraffoni, História Antiga na Sala de Aula. Campinas, IFCH/UNICAMP, Julho de 2004, Textos Didáticos n. 51, p. 6.
A respeito do significado de Orientalismo, mencionado no excerto, é CORRETO afirmar que:
É um conjunto de ideias e práticas autorizado a lidar com o Oriente – fazendo e corroborando afirmações a seu respeito, descrevendo-o, ensinando-o, colonizando-o, governando-o.
Trata-se da perspectiva acadêmica que escreve ou pesquisa sobre Oriente, assim como desenvolve um estudo comparado dessas civilizações com aquelas surgidas no ocidente.
Trata-se de um conceito fundamental para a compreensão do mundo atual, já que divisões geográficas não são precisas nem dão conta do caráter cultural das civilizações.
É o estudo das trocas acadêmicas e institucionais entre oriente e ocidente, desenvolvidas desde o final do século dezoito.
Sobre a sociedade e a cultura na história do Império Bizantino é correto afirmar que:
A língua oficial do Império Bizantino era o latim até sua queda no século XV.
O monaquismo teve papel importante na preservação e promoção da ortodoxia cristã, com mosteiros como os de Meteore e do Athos.
A cidade de Constantinopla tinha pouca importância nas rotas comerciais e culturais do Mediterrâneo.
A sociedade bizantina valorizava exclusivamente as tradições latinas, renunciando à cultura grega clássica.
A economia rural bizantina dependia unicamente da produção de especiarias para o comércio externo
Observe a imagem e leia o trecho a seguir sobre ela.

Fonte: The University of Miami Libraries, Cuban Heritage Collection, CHC0339, box 64.
“Na sala da Coleção de Patrimônio Cubano da Universidade de Miami, os pesquisadores podem examinar uma caixa rotulada como "pedras mágicas", que contém as pedras retratadas na imagem. Estudiosos de Ciência e Tecnologia desenvolveram diversos modelos para examinar objetos como essas pedras, cujo uso escapa à racionalidade científica convencional. Em vez de pensar os mundos dos povos caribenhos da era moderna que usavam essas pedras em seus rituais de cura como intrinsecamente incompreensíveis, a abordagem aqui considera que é a história das nossas formas de pensar sobre esses mundos o que os tornou assim. Não é que mundos como os dos povos caribenhos do século XVII sejam inevitavelmente incomensuráveis, mas que nós, ocidentais, não prestamos atenção de forma adequada à natureza peculiar das nossas próprias práticas epistemológicas. Pois são essas mesmas práticas que tornaram os mundos dos caribenhos tão ostensivamente estranhos para nós.”
Adaptado de: Pablo F. Gómez (2018) Caribbean stones and the creation of early-modern worlds, History and Technology, 34:1, 12-13.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor
assume que os mundos não ocidentais, como o caribenho, são ontologicamente incomunicáveis e, por isso, não podem ser analisados com ferramentas conceituais ocidentais.
reduz saberes e objetos não ocidentais a algo que não pertence à ciência moderna, tratando-os como marginais ou secundários para o conhecimento científico.
abandona completamente as categorias ocidentais de análise, oferecendo um modelo decolonial puramente nativo e desvinculado de tradições eurocêntricas.
propõe que a dificuldade de entender os mundos caribenhos do século XVII não é inerente à sua natureza, mas à forma como as práticas epistemológicas ocidentais os abordam.
questiona os pressupostos universalizantes do pensamento ocidental, mas enfrenta dificuldades metodológicas para aplicar suas premissas na análise histórica sobre o Caribe.
Durante o Império Bizantino, uma das estratégias de organização administrativa e militar foi a divisão do território em regiões que permitiam uma rápida mobilização contra invasões e facilitavam o controle das províncias. Essas divisões eram lideradas por um governador militar chamado strategos e combinavam funções civis e militares. Qual era o nome dado a essas divisões territoriais no Império Bizantino?
Logothetes.
Hippodrome.
Thema.
Eunomia.
A dinastia macedônica do Império Bizantino (867-1056) é notável porque marcou o(a)
início do declínio econômico e militar do império.
restauração do poder e a expansão territorial.
conversão do império ao Catolicismo romano.
perda de Constantinopla para os cruzados.
introdução do Feudalismo no império.
Contexto histórico em que o império Bizantino surgiu:
Conflito com a civilização grega.
Êxodo do povo hebreu do Egito.
Divisão do império romano.
Queda da bastilha.
A relação entre os germânicos e o Império Romano foi exclusivamente marcada por hostilidades contínuas, sem qualquer período de colaboração ou alianças estratégicas, destacando uma clara divisão entre ""bárbaros"" e romanos ao longo de toda a história de interações.
Certo
Errado
O Império Bizantino, também conhecido como a continuação direta do Império Romano do Ocidente, manteve sua unidade política e cultural até a conquista otomana em 1453.
Certo
Errado
Qual foi a decisão mais impactante tomada no Concílio de Clermont?
Estabelecimento de um código de conduta para os cruzados, conhecido como a "Regra dos Templários".
Convocação formal da Primeira Cruzada, com a promessa de indulgência plenária para os participantes.
Criação de uma aliança militar entre o Império Bizantino e os reinos cristãos ocidentais.
Declaração de excomunhão para todos os cristãos que se recusassem a participar das Cruzadas.
Lançamento da Inquisição para investigar e punir os hereges que se opunham às Cruzadas.
“Para os cristãos medievais, a hostilidade com os bizantinos não se fazia sem alguma crise de consciência, uma vez que mantinham relações com eles. Mas em relação aos muçulmanos parece não ter havido qualquer drama” (Le Goff, 2005, 138).
Fonte: LE GOFF, Jacques. Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP: Edusc, 2005. A civilização do ocidente medieval.
Considerando as relações entre a cristandade e os muçulmanos, avalie as afirmativas a seguir.
I- As atitudes dos cristãos medievais com respeito aos muçulmanos foi marcada pela unidade de pensamento, pois viam nos infiéis um fanatismo, marcado por ações terroristas, e, a partir do século IX, percebiam Maomé como a besta do apocalipse.
II- No século XI, quando as cruzadas são preparadas, elas são orquestradas por toda uma propaganda que coloca em primeiro plano os ódios cristãos aos partidários de Maomé.
III- Na Terra Santa, principal lugar de enfrentamento bélico entre cristãos e muçulmanos, nunca estabeleceram, até os dias de hoje, coexistência pacífica.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I apenas.
III apenas.
II apenas.
I e II apenas.
Até o seu declínio, a religião oficial do Império Bizantino foi o Catolicismo Romano, mantendo uma estreita aliança com o Papa em Roma até 1453.
Certo
Errado