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O Segundo Reinado, sob o governo de D. Pedro II, caracterizou-se pela relativa estabilidade política, pela consolidação do Estado imperial, pela expansão da economia cafeeira e por transformações graduais nas relações sociais e institucionais. Esse período foi marcado pela atuação do Poder Moderador, pelo funcionamento do parlamentarismo às avessas, por conflitos externos e pelo avanço — ainda que limitado — do processo de abolição da escravidão. Relacione os elementos da Coluna I com as características correspondentes da Coluna II.
Coluna I − Eventos e estruturas do 2º Reinado
1.Golpe da Maioridade.
2.Parlamentarismo às avessas.
3.Guerra do Paraguai.
4.Lei Eusébio de Queirós.
5.Questão Militar.
Coluna II − Características e consequências
(__)Conflito externo de grandes proporções que fortaleceu o Exército e impactou a economia e a política imperial.
(__)Medida que contribuiu para o enfraquecimento do regime monárquico ao evidenciar tensões entre o governo e as Forças Armadas.
(__)Mecanismo político no qual o imperador mantinha forte controle sobre a nomeação e demissão dos gabinetes ministeriais.
(__)Estratégia política que antecipou a ascensão de D. Pedro II ao trono, buscando conter as instabilidades regenciais.
(__)Lei que proibiu o tráfico transatlântico de escravizados, atendendo a pressões internas e externas.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta, de cima para baixo:
5, 2, 3, 1, 4.
1, 2, 3, 4, 5.
3, 5, 2, 1, 4.
2, 1, 3, 5, 4.
3, 4, 1, 2, 5.
A estrutura política do Segundo Reinado, baseada no Poder Moderador, entrou em crise porque:
tornava o imperador um árbitro incontestável
impedia qualquer forma de alternância política
favorecia o federalismo
colidia com as demandas de autonomia das elites regionais
Restaurado em 1841, no contexto da consolidação do Segundo Reinado, o Conselho de Estado integrava a arquitetura constitucional prevista pela Carta de 1824, especialmente em articulação com o Poder Moderador. Sua função formal consistia em aconselhar o imperador em matérias de alta relevância, como conflitos entre poderes, dissolução da Câmara, nomeação de senadores vitalícios, questões administrativas sensíveis e interpretação constitucional. No entanto, sua atuação concreta ultrapassava a dimensão meramente consultiva, assumindo caráter quase normativo em diversos momentos. Composto majoritariamente por juristas, magistrados, políticos experientes e membros da elite letrada imperial, o Conselho operava segundo uma lógica técnico-burocrática que dialogava com modelos europeus, especialmente o(a):
Conseil d’État francês.
Privy Council britânico.
Cortes de Cádiz espanholas.
Dieta confederal do Império Germânico.
Tribunal do Santo Ofício português.
A crise do escravismo no Segundo Reinado e o movimento abolicionista foram processos independentes da pressão internacional e das transformações econômicas internas, resultando exclusivamente de um consenso político e moral da elite brasileira.
Certo
Errado
Na formação histórica do Estado brasileiro no século XIX, tensões sobre trabalho, cidadania e poder militar influenciaram a queda do Império. Marque a alternativa correta.
A República foi proclamada após plebiscito nacional, reorganizou o voto de forma ampla e iniciou reforma agrária ligada à abolição recente.
A abolição ocorreu depois da República e reforçou o poder imperial, mantendo a monarquia como centro político nas primeiras décadas do século XX.
A crise do Império se ligou a mudanças no trabalho, elites regionais e tensões militares, abrindo caminho à República proclamada em 1889.
A República nomeou governadores de forma direta e transformou o país em um Estado unitário, reduzindo o peso político das elites regionais.
Durante o Segundo Reinado, a chamada "Conciliação" (1853-1858) representou um momento singular da política imperial. Esse arranjo político teve como principal característica:
A vitória definitiva dos Republicanos sobre os Monarquistas.
A extinção imediata do tráfico negreiro por pressão do Partido Liberal.
A descentralização administrativa total, conferindo autonomia absoluta às províncias
A partilha do poder entre Luzias e Saquaremas, visando à estabilidade institucional da elite escravocrata.
O Segundo Reinado no Brasil foi caracterizado por um período de estabilidade política, durante o qual não houve tensões significativas que pudessem ameaçar a monarquia, como a questão abolicionista ou as disputas provinciais.
Certo
Errado
Engenheiro, intelectual negro, abolicionista e integrante de redes políticas e intelectuais do Segundo Reinado, André Rebouças atuou de modo central nos debates sobre escravidão, cidadania e projeto nacional no Brasil do século XIX. Próximo da Corte imperial e de Dom Pedro II, participou de iniciativas de modernização do Estado e defendeu a abolição da escravidão associada a reformas estruturais, como o acesso à terra e a ampliação de direitos civis. Após a Proclamação da República, Rebouças optou pelo exílio, expressando, em diários e correspondências, forte crítica ao novo regime, que considerava incapaz de enfrentar as desigualdades herdadas do período escravista. Essa trajetória revela tensões entre sua defesa da justiça social, sua crítica à escravidão e sua permanência, até o fim do Império, no interior da Monarquia constitucional.
REBOUÇAS, André. Cartas da África – Registro de correspondência, 1891–1893. Org. Hebe Mattos. São Paulo: Chão Editora, 2022. ; GHESTI, Letícia Geraldi. Os Ilustres Irmãos Rebouças. Curitiba: Solar do Rosário, 2022.
À luz da trajetória intelectual e política de André Rebouças e da historiografia sobre o abolicionismo e a crise do Império, sua posição diante da Monarquia e da República pode ser interpretada, de forma historicamente consistente, como:
Adesão instrumental à Monarquia imperial, entendida como forma de preservar a ordem social existente e limitar o alcance das transformações no pós-abolição.
Contradição pessoal não resolvida, resultante da incapacidade de conciliar ideais igualitários com a prática política do Segundo Reinado.
Rejeição teórica ao republicanismo enquanto forma de governo, considerada incompatível com a modernização política do país.
Formulação de um projeto reformista radical, no qual a Monarquia constitucional foi compreendida, naquele contexto histórico específico, como o arranjo institucional mais viável para viabilizar a abolição acompanhada de inclusão social, em oposição à República oligárquica emergente.
Defesa de uma transição gradual e moderada, na qual a estabilidade política deveria prevalecer sobre reformas estruturais no pós-emancipação.
O Segundo Reinado (1840-1889) foi um período de consolidação do Estado Imperial, mas também de crises que levaram à Proclamação da República. Um dos eventos cruciais desse período foi a Guerra do Paraguai. Assinale a alternativa que indica corretamente uma consequência política desse conflito para o Império Brasileiro.
O enfraquecimento imediato dos cafeicultores do Oeste Paulista, que perderam suas terras devido aos custos da guerra cobrados pela Coroa.
O fortalecimento do Exército como instituição política, que passou a criticar o governo monárquico e a defender a República e o abolicionismo.
A anexação definitiva de todo o território paraguaio ao Brasil, transformando-o em uma nova província imperial.
A reconciliação total entre o Partido Liberal e o Partido Conservador, que se uniram para garantir a estabilidade de D. Pedro II até sua morte.
No final do Segundo Reinado (décadas de 1870–1880), diferentes frentes de tensão corroeram a legitimidade do Império. Considerando o conjunto de mudanças socioeconômicas e a crise política que desembocaram na Proclamação da República (1889), assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada e cronologicamente correta.
A transição do trabalho escravo para o trabalho livre financiado pela imigração no Oeste Paulista, o descontentamento de cafeicultores com a abolição sem indenização (1888), o prestígio e a autonomia crescente do Exército (pós-Guerra do Paraguai) sob influência do positivismo, além das “Questões” Religiosa e Militar, combinaram-se para enfraquecer o regime monárquico e favorecer a solução republicana.
A crise financeira do Encilhamento e as reformas monetárias de Rui Barbosa, somadas ao tenentismo, precipitaram o colapso da monarquia, pois ocorreram imediatamente antes de 1889.
A consolidação da industrialização pesada e a revolta de Canudos, articuladas ao declínio do café no Vale do Paraíba já nos anos 1890, formaram o núcleo causal da queda de D. Pedro II.
O apoio decisivo da Igreja, tradicional defensora da separação entre Igreja e Estado desde 1824, somado à hegemonia açucareira do Norte, impôs a república contra a vontade de militares e cafeicultores paulistas.
A Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I, instituiu o Poder Moderador como chave da organização política do Império do Brasil. Historiograficamente, o funcionamento desse quarto poder durante o Segundo Reinado permitiu:
A instauração de um sistema parlamentarista clássico, onde o Imperador reinava, mas não governava, submetendo-se inteiramente ao Parlamento.
O funcionamento de uma dinâmica política conhecida como "Parlamentarismo às Avessas", onde o Imperador intervinha na nomeação e demissão de gabinetes, garantindo a alternância controlada entre Liberais e Conservadores.
A descentralização política absoluta, dando autonomia total às províncias e enfraquecendo o governo central no Rio de Janeiro.
A submissão do Imperador ao Conselho de Estado, que tinha poder de veto sobre todas as decisões da Coroa.
O Segundo Reinado (1840–1889), sob a liderança de D. Pedro II, apresentou estabilidade em comparação ao período regencial, mas também foi marcado por tensões políticas, sociais e econômicas. Sobre o Segundo Reinado, assinale a assertiva correta.
A Guerra do Paraguai (1864–1870) resultou no enfraquecimento do Exército brasileiro, marcado pela incapacidade de mobilizar tropas de forma eficaz e pela desorganização logística, fatores que reduziram sua influência política no pós-guerra.
Apesar de caracterizar-se por restrições formais à participação da população mais vulnerável, essa participação se manifestava no cotidiano, como nas revoltas populares, incluindo a Guerra dos Marimbondos e a Quebra-Quilos.
O Partido Liberal saiu fortalecido, sobretudo pelas vitórias na aprovação de leis emancipacionistas, que refletiam sua hegemonia sobre os conservadores no cenário político do período.
O movimento abolicionista foi uma vitória conduzida pela elite branca e essencialmente política, sem participação ativa ou mobilização significativa de pessoas negras, escravizadas ou libertas.
A Proclamação da República, em 1889, foi resultado da difusão do ideário republicano entre a elite política imperial, que pressionava D. Pedro II por mudanças estruturais no Estado, culminando na deposição do regime monárquico.
O Segundo Reinado, sob D. Pedro II, foi um período de relativa estabilidade política, expansão econômica e importantes transformações sociais no Brasil, em meio ao aprofundamento das contradições internas do sistema escravista. Sobre este período, assinale a alternativa CORRETA:
Em razão do caráter agrário-exportador da economia brasileira, o governo imperial desestimulou a construção de ferrovias, de modo que as primeiras linhas férreas foram instaladas somente a partir do século XX.
D. Pedro II, apesar de reconhecido por seu interesse intelectual, exerceu pressão efetiva sobre os setores escravistas, decretando medidas unilaterais que aceleraram o processo de abolição da escravidão no Brasil.
A industrialização brasileira, durante o Segundo Reinado, atingiu níveis elevados, especialmente na região Norte, transformando-a em polo industrial do país em razão de políticas protecionistas do governo imperial.
O Exército e a Marinha mantiveram-se neutros no processo de transição entre a monarquia e a república, não exercendo influência política significativa na queda do regime monárquico.
A cultura cafeeira consolidou-se como pilar da economia brasileira, projetando a região Sudeste como centro dinâmico do desenvolvimento econômico do país e estimulando a construção de infraestrutura ferroviária voltada para a exportação.
Durante o Segundo Império (1840-1889), o Brasil viveu uma grande guerra (1864-1869), a maior na América do Sul , que teve profundo impacto na vida nacional.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o conflito.
Guerra da Independência
Guerra do Paraguai
Guerra das Malvinas
Guerra da Cisplatina
Guerra contra Oribe e Rosas
O século XIX brasileiro configurou um Estado imperial centralizador, sustentado por escravidão persistente, parlamentarismo oligárquico, disputas regionais e guerras de elevado impacto fiscal. O Segundo Reinado ampliou a economia cafeeira, integrou fluxos migratórios, fortaleceu redes de elite e preservou estruturas políticas concentradas. Assinale a alternativa plenamente compatível com esse enquadramento.
Café, imigração e parlamentarismo saquarema articularam um Segundo Reinado centralizador e escravista, no qual elites imperiais concentraram decisões políticas estratégicas, modulando disputas regionais e configurando estruturas duradouras de poder institucional concentrado nas camadas dirigentes vinculadas ao núcleo governamental.
O Império brasileiro definiu arranjos amplamente descentralizados, reorganizando as províncias com autonomia tributária robusta, controle decisório local e capacidade jurídica plena para limitar ações imperiais, estruturando mecanismos federalistas extensos e reduzindo significativamente a preponderância administrativa da corte no cenário político nacional.
A expansão cafeeira oitocentista desenvolveuse majoritariamente com base em trabalho livre assalariado, substituindo rapidamente formas escravistas e reorganizando estruturas produtivas, práticas agrícolas e redes mercantis, compondo economias integradas que dispensaram coerções tradicionais presentes em plantações das regiões centrais do Império.
A Guerra do Paraguai produziu impactos fiscais mínimos, mobilizando recursos limitados e interferindo pouco na estabilidade financeira imperial, preservando equilíbrios estratégicos, manutenção das forças armadas e continuidade administrativa, sem alterar substancialmente estruturas políticas que caracterizaram decisões governamentais no período.
O processo de abolição foi acompanhado por políticas amplas de inserção social, indenizações generalizadas e programas estruturados de cidadania, articulando esforços governamentais destinados a integrar libertos e reorganizar práticas econômicas regionais após reformas políticas profundas implementadas imediatamente nas últimas décadas do Império.
No Segundo Reinado, a política externa conhecida como “Questão Christie” é exemplo de:
Disputa luso-brasileira pela posse de Caiena.
Negociação alfandegária com o Império Alemão recém-unificado.
Atrito diplomático anglo-brasileiro envolvendo apresamento de navios na costa fluminense.
Tratado tripartite que encerrou a Guerra do Prata contra Rosas.
Antes da república, o Brasil viveu um regime monárquico, que existiu entre 1822 e 1889. Neste período, o país teve dois imperadores, que foram:
Dom Pedro I e Dom Pedro II.
Dom João VI e Dom Pedro I.
Dom Pedro II e José de Bonifácio.
Pedro Alvarez Cabral e Cristóvão Colombo.
Pedro Alvarez Cabral e José do Patrocínio.
Assinale a alternativa que corresponde ao modelo político e econômico adotado pelo Brasil logo após sua independência:
Monarquia absolutista que centralizava todas as decisões na figura do imperador.
Democracia parlamentarista baseada no modelo britânico.
Monarquia constitucional moderada que preservava as práticas agrícolas escravistas.
República federalista com ampla participação popular no governo.
O ciclo da borracha foi classificado em dois períodos. Sobre o primeiro ciclo, é correto afirmar que
acabou logo após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e a partir do predomínio da borracha sintética no mercado externo, que desvalorizou o látex.
se deu entre os anos de 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. A borracha foi um produto muito utilizado na fabricação de pneus para os aviões usados no conflito e outros artefatos.
os trabalhadores empregados na extração do látex migravam principalmente da região Nordeste, fugindo da seca e buscando melhores condições de vida no Norte.
o ciclo entrou em crise em 1945, quando as colônias europeias na Ásia começaram a plantar a Hevea brasiliensis, a árvore que dá origem ao látex. Dessa forma, abriu-se uma forte concorrência para a produção brasileira, que perdeu espaço no mercado externo.
se deu entre os anos de 1877 e 1910. Antes disso, o látex produzido na Amazônia brasileira não era exportado.
O Segundo Reinado (1840–1889) foi um período de estabilidade política relativa e crescimento econômico no Brasil, marcado pelo desenvolvimento do café e pelas mudanças na sociedade escravocrata.
Sobre o período, assinale a alternativa CORRETA.
O Parlamento brasileiro adotava o sistema de "parlamentarismo às avessas", em que o poder Legislativo possuía total independência em relação ao imperador.
A economia cafeeira foi impulsionada pela abolição imediata da escravidão, que garantiu a modernização das relações de trabalho no campo.
O Segundo Reinado consolidou uma sociedade de base igualitária, com a integração imediata de ex-escravizados após a abolição da escravidão em 1888.
A Guerra do Paraguai (1864–1870) foi um evento secundário no período, sem grandes implicações políticas ou econômicas para o Brasil.
A Tarifa Alves Branco (1844) visava estimular a produção industrial no Brasil, ao aumentar os impostos sobre produtos importados.