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No Reino do Brasil, a adesão ao movimento vintista e às Cortes portuguesas ocorreu de maneira multifacetada a partir da formação de Juntas provisórias nas antigas capitanias. O processo foi desencadeado no Pará em janeiro de 1821 e, a seguir, na Bahia em fevereiro de 1821, antes mesmo da aprovação das Bases da Constituição pelos deputados reunidos em Lisboa.
Certo
Errado
Mais prudente e refletido do que os seus vizinhos espanhóis, o Brasil mediu a grandeza do objeto: derrubar o antigo edifício e erguer o novo; conheceu-se com forças de o fazer, e assim o tem felizmente executado sem se precipitar na torrente de desgraças que nem os Iturbides, nem os S. Martines, nem os Bolívares, com todos os seus talentos, são capazes de suster. Para nos convencermos, pois, desta verdade, acompanhemos as duas potências na sua revolução, e vejamos o futuro que uma e outra nos promete. [...] Tal tem sido a marcha do Brasil no curso da sua regeneração; marcha que tem constituído das suas diferentes partes um todo colossal, que o torna respeitável aos estranhos, formidável aos inimigos, e afiança para o futuro à perpetuidade do seu sistema.
(Diário do Governo n.28, 05/02/1823, grifos no original). (Fonte: PIMENTA, João
Paulo G. A independência do Brasil como uma revolução: história e atualidade
de um tema clássico. História da historiografia- Ouro Preto- n. 3, Set. de 2009, p.
52-82.)
Neste ano, estamos comemorando o bicentenário da Independência do Brasil, tema e muitos trabalhos historiográficos no século XX, por sua perspectiva conservadora, levaram a vários questionamentos sobre o nosso rompimento com a metrópole portuguesa. Com relação ao processo de independência da América Latina que foi com o uso da força e da violência, nosso processo pareceu mais pacífico, sendo, por isso, elogiado, nos jornais da época, como nos mostra a citação acima. Nesse sentido, podemos considerar que o processo de Independência foi:
I- Diferente da América Latina pela presença da Família Real que tornou o Brasil a sede do Império, criando uma estrutura de metrópole para comportar a corte que chegou aqui fugida em 1808.
II- Considerado revolucionário hoje porque houve um rompimento do sistema colonial, abrindo as portas para o Capitalismo Industrial do café e da cana-de-açúcar mesmo mantendo o sistema escravista.
III- Mediado pelos fazendeiros e pelos políticos que defendiam a manutenção da escravidão sob o argumento que não saberiam utilizar outra forma de mão de obra que não fosse a escrava, colocando em risco a economia.
IV- Revolucionária, mas não rompeu com o sistema colonial e com a quebra de monopólio comercial que era imposto por Portugal e Espanha, marcando uma transição do Feudalismo para o Capitalismo.
V- Manteve a monarquia e o sistema escravista por causa da política conciliatória entre os fazendeiros de cana-de-açúcar e de café, marcando a permanência feudal no modo de produção.
Estão CORRETAS:
I, II e IV.
I, III e V.
II, III e IV.
II, IV e V.
A Guerra Guaranítica (1753-1756), ou Guerra dos Sete Povos, foi o conflito armado envolvendo as tribos Guarani das missões jesuíticas. Nesse sentido, qual foi o motivo principal que desencadeou essa guerra?
As atrocidades do bandeirismo paulista rumo ao sul, a procura de terras, ouro e mão de obra escrava.
A política do império português que, por coação e/ou medida preventiva, reduziu o espaço vital dos jesuítas e do povo indígena.
A ação da Espanha e de Portugal contra ao sistema de missão/redução, elaborado pelos padres jesuítas à etnia guarani.
O Tratado de Madri, que determinava a transferência dos índios e jesuítas do lado brasileiro do Rio Uruguai para o espanhol.
O movimento expansionista das etnias Charrua e Minuano em direção às missões/reduções de lideranças Guarani.
A vinda de imigrantes durante o Segundo Reinado ao Brasil foi incentivada pelas seguintes razões, exceto:
dificuldade de obtenção de mão-de-obra escrava.
intenção de ‘embranquecimento’ da raça brasileira por alguns integrantes da elite à época.
incremento da crise econômica do continente europeu.
oferta de bons salários e de boas condições de vida e de trabalho aos imigrantes europeus.
"A forma pela qual, ao longo de alguns séculos, a Coroa portuguesa tratou de assegurar os maiores ganhos do empreendimento colonial relaciona-se com as concepções de política econômica vigentes na época, abrangidas pela expressão X. Falamos em "concepções" no plural porque seria equivocado imaginar que houve uma política econômica dos Estados europeus, sempre idêntica, entre os séculos XV e XVIII. Ela variou muito, de país a país, de período a período, mas alguns traços essenciais podem ser definidos. Antes de fazer isso, lembremos que essa doutrina não era, em si mesma, uma teoria econômica baseada em conceitos, mas um receituário de normas de política econômica. Foi a partir da prática e para justificá-la que se chegou à formulação de uma teoria." Fonte (adaptada): FAUSTO, Fausto. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996, p. 31.
Marque a alternativa que substitui corretamente o X no texto acima.
Mercantilismo
Plantation
Modo de produção agrícola
Feudalismo