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Um dos argumentos utilizados quando se questiona a História do Tempo Presente como disciplina é a problemática definida por Pieter Lagrou como a “unidade temporal do sujeito e do objeto, daquele que estuda e aquilo que estuda” (LAGROU, 2000), o que coloca em xeque algumas opções metodológicas do historiador.
Em relação às questões metodológicas que informa a prática da História do Tempo Presente, podemos afirmar que todas as afirmações estão corretas, EXCETO:
a História do Tempo Presente lida com uma multiplicidade de fontes (arquivos, imprensa, narrativa), o que faz com que a sua prática seja frequentemente mais convencional do que as das demais tendências historiográficas contemporâneas, que, pela falta de fontes, recorrem à inovação metodológica.
por ser definida como o campo da História em que o historiador está imerso nos fatos, o período estudado não está previamente definido, não há alteridade temporal entre o sujeito que estuda e o objeto do conhecimento, como é próprio na investigação de períodos mais afastados.
não há, propriamente, originalidade de ordem metodológica neste campo da História, no sentido da abordagem das fontes, uma vez que estas se encontram disponíveis em uma multiplicidade de tipos e formas.
em termos metodológicos, este domínio da História utiliza-se, preferencialmente, de relatos orais, uma vez que, pela proximidade temporal, seus protagonistas estão vivos e atuantes.
em termos de balizas temporais, os temas da HTP não se circunscrevem a periodizações fechadas, o que leva o historiador a lidar com tempos de duração variável, sem necessariamente traçar cortes radicais.
Considere o seguinte texto:
[...] as reuniões de Trotsky no Circo Moderno representam apenas uma das múltiplas faces da massa. Há uma foto perturbadora do 1º de Maio em Moscou, na futura Praça Vermelha, em frente ao Kremlin. Numa espécie de cruzamento cronológico, a multidão revolucionária – uma mistura de tropas, soldados a cavalo, passeatas operárias – adquire um perfil familiar, o da coreografia tradicional do socialismo real. Somente a ausência de tanques, de uma tribuna de apparatchiks [o alto escalão do PC] e de grandes retratos de Lenin e Stalin pendurados nas fachadas dos edifícios nos lembra que tudo isso ainda está por vir. O czarismo celebrou sua glória nesse mesmo lugar. A revolução apropria-se dele, muda seu significado, mas a geometria das passeatas que o permeiam revela de súbito a imagem do futuro e, ao mesmo tempo, a força de um atavismo histórico que inegavelmente insere o ano de 1917, contra a sua vontade, num longo período [...].
(LÖWY, Michel. Revoluções. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 158.)
Com relação à Revolução Russa de 1917 e seus desdobramentos políticos na construção da URSS e em outras nações, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A recepção do acontecimento da Revolução Russa no Brasil foi amplamente favorável. Vários periódicos brasileiros de grande circulação lançaram notas em apoio à Revolução Bolchevique, criando assim uma prolífica imprensa engajada.
( ) O ano de 1917 dá início a um processo que transformou o mundo, sendo chamado por um importante analista de “utopia concreta”. Entretanto, os períodos que se seguem na construção do socialismo histórico apresentaram um universo militarizado e autoritário, que, por fim, revelou uma longa e trágica história de abusos e violências.
( ) Embora o fim da URSS tenha ocorrido após os eventos que vão de 1989, com a queda do muro de Berlim, até dezembro de 1991, com o golpe de estado que derrubou Gorbatchev, a URSS teve outro momento de grande abalo por volta de 1956, quando vieram a público os crimes de estado do período de Stalin.
( ) O período em que Stalin esteve no controle da URSS foi de abertura política, graças à intercessão de Trotsky, que estabeleceu uma rede de contatos em todo o mundo, incluindo figuras como o muralista Diego Rivera e a pintora Frida Kahlo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – F – F – V.
F – V – V – F.
F – F – V – V.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
Aos 12 anos de idade, no sétimo ano do ensino fundamental, o estudante brasileiro típico é apresentado aos conceitos de colônia de povoamento e de exploração [...]. Esse passado influencia fortemente a história de algumas regiões, pois as características de desenvolvimento de alguns países estão ligadas ao tipo de colonização recebida. [...] Cabe ao aluno entender como o passado pode afetar o presente.
MONASTERIO, Leonardo; EHRL, Philipp. Colônias de povoamento versus colônias de exploração: de Heeren a Acemoglu. Brasília: Ipea, 2015 (adaptado).
O texto aborda o fato de que, de uma forma geral,
as colônias de povoamento deram origem a países desenvolvidos, enquanto as de exploração deram origem a países subdesenvolvidos.
os países que foram colônia no passado, independentemente do tipo de colonização, sofrem hoje as consequências negativas desse processo.
as colônias de povoamento desenvolveram a policultura de exportação, através do sistema de plantation, o que as tornou hoje grandes exportadoras de alimentos.
o processo de colonização dos países no passado permitiu estabelecer relações comerciais com suas antigas metrópoles, garantindo forte crescimento econômico.
os países que foram colônias de exploração atraíram durante esse período um contingente maior de imigrantes, tornando-se atualmente áreas com grande densidade demográfica.