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“Por isso mesmo, o ‘coronelismo’ é sobretudo um compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras. Não é possível, pois, compreender o fenômeno sem referência à nossa estrutura agrária, que fornece a base de sustentação das manifestações de poder privado ainda tão visíveis no interior do Brasil.”
(LEAL, Vitor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Cia das Letras, 2012, p. 23.)
Como características e práticas do fenômeno do Coronelismo, que predominou durante a República Oligárquica no Brasil, pode-se destacar:
a troca de favores entre a população sertaneja, miserável, excluída de seus direitos e os comandantes do Exército brasileiro
o elevado grau de consciência política da população sertaneja, mesmo vivendo em condições de completa pobreza e miséria
a centralização política e administrativa que marcou toda a Primeira República, governada pelos grandes proprietários de terras
uma série de práticas de controle político e social, como o voto de cabresto, o curral eleitoral e as inúmeras fraudes eleitorais
O Brasil passou por várias constituições republicanas ao longo de sua história. Cada uma delas refletiu o contexto político, social e econômico do país em seu período específico. Sobre a Constituição de 1937, conhecida como "Polaca", assinale a alternativa que indica corretamente as suas características:
Foi uma constituição antidemocrática e de curta duração, que concentrou amplos poderes nas mãos do presidente, suspendeu as liberdades civis e políticas e extinguiu os partidos políticos.
Introduziu avanços sociais, como a legislação trabalhista e a criação da Justiça Eleitoral.
Permaneceu em vigor durante a maior parte do regime militar e concentrou poderes no Executivo, permitindo ao presidente governar por meio de decretos. Também restringiu as liberdades políticas e civis.
Introduziu o voto feminino e a independência do Poder Judiciário, restabelecendo um sistema democrático, com divisão do poder do governo.
Quais movimentos populares abaixo tinham cunho messiânico e ocorreram durante a Primeira República?
Guerra de Canudos e Guerra do Contestado.
Movimento operário e Movimento Tenentista.
Revolta da Armada e Revolta da Chibata.
Revolta da Vacina e Revolução Federalista.
Analise as afirmativas a seguir a respeito das relações entre instituições e violência política na Primeira República do Brasil e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A Constituição de 1891 e as leis ordinárias subsequentes estabeleceram a república, o voto universal masculino e a tripartição de poderes, mas perpetuaram práticas de violência política, como a possibilidade de votar a descoberto.
( ) Uma prática de violência política da Primeira República é a subordinação baseada na troca de favores e em compadrio conhecida como coronelismo: um sistema de reciprocidade exercido entre coronéis e governadores e entre coronéis e outros chefes municipais, por exemplo.
( ) O período entre 1889 e 1930 é marcado pelo republicanismo e pela abolição da escravidão, o que resultou na construção de um Estado inclusivo e paulatinamente mais democrático, restringindo a violência ao patriarcalismo das relações familiares privadas.
As afirmativas são, respectivamente,
V, F e V.
V, V e F.
F, F e V.
F, V e F.
V, V e V.
Sancionado pelo Presidente da República Rodrigues Alves no dia 18 de fevereiro de 1904, o tratado responsável pela criação do território do Acre foi o chamado:
Tratado de Niterói.
Tratado de Petrópolis.
Tratado do norte.
Tratado boliviano.
Tratado de Salvador.
Leia o texto a seguir.
É um fenômeno sociopolítico típico da Primeira República, embora não possua limites temporais claramente definidos. Caracteriza-se pela continuidade da hipertrofia do poder privado, já observada em períodos republicanos anteriores. Podemos afirmar, portanto, que é a expressão de uma relação de compromisso entre o Estado e a estrutura de mando local
ARRAIS, Cristiano; OLIVEIRA, Eliezer; ARRAIS, Tadeu. O século XX em Goiás: o advento da modernização. Goiânia: Cânone Editorial, 2016. [Adaptado].
O fenômeno social e político que marcou a História de Goiás na Primeira República, explicitado no texto, é o
Populismo.
Tenentismo.
Modernismo.
Coronelismo.
Com relação à República Velha e a seus desdobramentos na história política de Goiás, assinale a alternativa incorreta.
Alguns dos principais líderes políticos que surgiram vieram de famílias da aristocracia local.
Em 1909, o grupo xavierista foi deposto do poder pela elite, que demonstrava insatisfação com a política fiscal adotada.
Algumas das famílias que predominaram na política goiana foram a dos Bulhões e a dos Caiado.
Foi durante o período da República Velha que a primeira estrada de ferro chegou a Goiás.
O fim da República Velha, em 1930, não levou a mudanças na estrutura política de Goiás. Sendo assim, não houve nomeação de interventor por Getúlio Vargas.
“Rodrigo havia sido indicado pela oposição para fiscal duma das mesas eleitorais. Pôs o revólver na cintura, uma caixa de balas no bolso e encaminhou-se para seu posto. A chamada dos eleitores começou às sete da manhã. Plantados junto da porta, os capangas do Trindade ofereciam cédulas com o nome dos candidatos oficiais a todos os eleitores que entravam. Estes, em sua quase totalidade, tomavam docilmente dos papeluchos e depositavam-nos na urna, depois de assinar a autêntica. Os que se recusavam a isso tinham seus nomes acintosamente anotados.”
(VERÍSSIMO, E. O tempo e o vento. São Paulo: Globo, 2003) (adaptado)
Erico Veríssimo tematiza em obra ficcional o seguinte aspecto característico da vida política durante a Primeira República:
Identificação forçada de homens analfabetos.
Monitoramento legal dos pleitos legislativos.
Cerceamento policial dos operários sindicalizados.
Voto do cabresto e fraudes eleitorais.
A sucessão de Floriano Peixoto por Prudente de Moraes no poder inicia um período da História Brasileira denominado:
Estado Novo.
Segunda República.
República Oligárquica.
Ditadura.
Período Regencial.
"A Guerra do Contestado foi um conflito que aconteceu no Brasil entre 1912 e 1916, causando cerca de 10 mil mortes. Aconteceu em uma região que era disputada pelos estados de Paraná e Santa Catarina (...)"
Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/historia/guerra-do-contestado.htm
Entre as alternativas abaixo citamos algumas das motivações que a história atribui a este conflito. Analise-as:
I. A construção de uma estrada de ferro ligando os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
II. Insatisfação política e social da população.
III. Disputa de terra entre colonizadores.
IV. A disputa da região entre o Paraná e Santa Catarina.
V. Conflito entre o poder público e a população por causa de desapropriações.
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
As alternativas II e V não correspondem a fatores que motivaram a Guerra do Contestado.
As alternativas I e II não correspondem a fatores que motivaram a Guerra do Contestado.
As alternativas III e V não correspondem a fatores que motivaram a Guerra do Contestado.
As alternativas I e IV não correspondem a fatores que motivaram a Guerra do Contestado.
As alternativas II e III não correspondem a fatores que motivaram a Guerra do Contestado.
Assinale a alternativa correta sobre a Guerra do Contestado.
Embora sejam conflitos rurais e os camponeses sofriam com as restrições de acesso às terras, os conflitos do Contestado e de Canudos não apresentam outras semelhanças.
A região contestada envolvia a fronteira dos estados de Santa Catarina e Paraná. Por essas terras, passaria uma estrada de ferro, ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul.
O desemprego e a miséria da região proporcionaram o surgimento de beatos como Antônio Conselheiro, que realizava pregações por melhores condições de vida.
Devido ao caráter messiânico do movimento, a Guerra do Contestado foi apoiada pela Igreja Católica.
Após quatro anos de conflito, o movimento popular foi atacado e desmobilizado pelas tropas do governo, porém os líderes foram anistiados e as suas comunidades não foram destruídas.
“A coluna realizou uma incrível marcha pelo interior do país, percorrendo cerca de 24 mil quilômetros até fevereiro/março de 1927, quando seus remanescentes deram o movimento por terminado e se internaram na Bolívia e Paraguai. Seus componentes nunca passaram de 1.500 pessoas, oscilando muito com a entrada e saída de participantes transitórios.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. SP: EDUSP, 2006. p. 309.)

A Coluna Prestes, liderada pelo capitão do exército Luís Carlos Prestes, foi um dos movimentos ocorridos na Primeira República no Brasil (1889 – 1930), por descontentamento com a situação política, econômica e social da época.
Acerca da presença da Coluna Prestes em Mato Grosso, pode-se concluir que:
a Coluna entrou em Mato Grosso em outubro de 1926, e Prestes defendeu a divisão da coluna em destacamentos que continuariam a luta de movimento
o outro líder, Miguel Costa, em apoio a Prestes, defendeu que o comando revolucionário deveria dar continuidade ao movimento em direção à Argentina
o destacamento de Siqueira Campos protegeu a viagem dos emissários até a fronteira entre o estado de Mato Grosso e a Bolívia, obtendo êxito com seus homens
no início de fevereiro de 1927, em Capim Branco, na fronteira entre o estado de Mato Grosso e a Bolívia, a tropa revolucionária retornou para continuar os combates no Brasil
Vendo as dificuldades que tinha para administrar um território longínquo e habitado por outros nacionais, a Bolívia havia assumido, em 1901, um grande risco. Assinara um acordo com investidores ingleses e norte-americanos, que dava à empresa criada por estes, o Bolivian Syndicate of New York City, a completa administração do Acre, inclusive com poderes de polícia. Era uma espécie de chartered company, uma daquelas sociedades privadas cujas atuações precederam à colonização direta de algumas regiões africanas e asiáticas pelas potências europeias. O perigo de um neocolonialismo nas Américas era evidente, e esse fato foi usado por Rio Branco para fortalecer a posição brasileira para com os governos e a opinião pública dos demais países do continente.
Certo
Errado
Na passagem do século 19 para o século 20, a exportação de café constituía um dos carros-chefes da economia brasileira, ainda profundamente agroexportadora.
Certo
Errado
O coronelismo foi uma prática política comum no Brasil no final do século XIX e início do século XX; no entanto, alguns autores afirmam que o coronelismo é uma constante na política brasileira, sendo possível de ser encontrado operante na atualidade.
A definição correta do coronelismo está na opção:
O coronelismo é uma prática política que prevê alguma distribuição de bens e serviços.
O coronelismo é uma prática política autoritária, onde as decisões políticas são tomadas pelo grupo local de elite.
O coronelismo é uma prática política democrática, onde as decisões políticas são tomadas por meio de votação popular.
O coronelismo é uma forma de governo comunitário, onde a população tem voz e vez na tomada de decisões.
O coronelismo é uma forma de governo cultural, onde a economia é gerida pelos membros da elite local.
A respeito do período histórico brasileiro conhecido como Primeira República, assinalar a alternativa INCORRETA:
Esse período histórico é também conhecido como “República Velha”.
O mandonismo, o clientelismo e o coronelismo são características importantes desse período.
A política do café com leite foi uma prática importante do arranjo político das oligarquias.
A Revolução de 1964 foi o acontecimento que precipitou o fim desse período e inaugurou a Era Vargas.
O presidente do Brasil deposto pela Revolução de 1930 foi
Augusto Fragoso.
Washington Luís.
Isaías de Noronha.
Mena Barreto.
Artur Bernardes.
Assinale a alternativa que não corresponde ao processo de imigração no Brasil, nos séculos XIX e XX.
O processo de imigração no Brasil foi bastante uniforme e homogêneo, principalmente se cotejarmos os imigrantes instalados em Santa Catarina com aqueles instalados em São Paulo, no final do século XIX.
Depois do ano de 1822 o novo governo imperial incentivou a vinda de imigrantes europeus para colonizar o vasto território brasileiro. A imigração de alemães, suíços e de outros germânicos dominaria a primeira metade do século XIX.
A partir, mais ou menos, do ano de 1880, o problema da mão-de-obra para manter as lavouras de café, base da economia nacional, provocaria uma explosão da imigração no Brasil.
A partir da década de 1870, com as iniciativas do governo de São Paulo, intensificou-se o fluxo imigratório de europeus para a província paulista destinados, sobretudo, à produção cafeeira.
A respeito da formação do movimento operário brasileiro durante os primeiros anos da República Velha, assinale a alternativa correta.
Os imigrantes europeus, principalmente franceses, alemães e portugueses, desempenharam importante papel na formação da classe operária brasileira.
Inicialmente, o comunismo ganhou mais adeptos do que o anarquismo; a classe operária brasileira organizou-se também através do sindicalismo revolucionário de inspiração socialista para defender os interesses proletários.
A imprensa operária constituiu em importante meio de difusão da necessidade da luta proletária contra a opressão capitalista no Brasil; foram os casos de O Amigo do Povo e A Plebe.
Os trabalhadores brasileiros, embora bastante atuantes na causa proletária, sem a ação dos imigrantes, não teriam conseguido realizar a construção de organismos de resistência e sindicatos revolucionários de enfrentamento e superação do modo de produção capitalista.
O socialismo oferecia aos trabalhadores brasileiros justiça social, o fim da exploração, da miséria e da fome, uma vida com dignidade, conforme as necessidades de cada um, liberdade e autonomia individual, combate ao governo, à Igreja, à propriedade privada e aos partidos políticos.
"Ao fim de uma madrugada e confusa, de 14 para 15 de novembro de 1889, vários grupos militares de oposição concentraram-se diante do Ministério do Exército do Rio de Janeiro (onde estava reunido o governo imperial) e seu protesto culminou com a proclamação da República pela mais importante figura militar do país, o marechal Deodoro da Fonseca." (100 Anos de República - Um retrato Ilustrado da História do Brasil. 1904-1918. vol.2. Ed. Abril. São Paulo, 1989)
O início da República no Brasil foi descrito, desde sua fundação, como uma “proclamação”. No entanto, cada vez mais, os historiadores preferem o termo “golpe de Estado”, pois:
A república foi implantada por grupos apoiados por forças internacionais.
Não houve participação popular e foi dirigido contra um governo constitucional.
A intenção primeira era derrubar o gabinete do visconde Ouro Preto e não proclamar um novo regime.
Foi realizada durante a madrugada e não à luz do dia.