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Compreender a história econômica de um estado é essencial para analisar sua trajetória de desenvolvimento, as mudanças nos setores produtivos e as dinâmicas sociais ao longo do tempo. Nesse sentido, em relação à economia do Rio Grande do Norte em sua dimensão histórica, assinale a alternativa INCORRETA.
No início do século XVII, a primeira grande economia do espaço hoje conhecido como Rio Grande do Norte foi a extração de látex para produção de borracha, dando início ao ciclo da borracha.
Na primeira metade do século XIX, a economia do Rio Grande do Norte se diversificou com a ampliação da produção agropecuária e mineral, destacando-se produtos como sal, tabaco, peixe salgado, drogas medicinais, e minerais como ouro, prata e ferro, além de pedras diversas, impulsionando especialmente o crescimento do litoral e de Mossoró.
A partir da segunda metade do século XIX, o algodão passou a impulsionar significativamente a economia do Rio Grande do Norte e, apesar das recorrentes secas, a produção algodoeira cresceu de forma expressiva sustentada pela determinação do pequeno produtor.
A partir de 1840, com a intensificação da exportação da cera de carnaúba, o Rio Grande do Norte passou a integrar mais fortemente o comércio exterior, consolidando esse produto como uma importante fonte de renda para a economia local.
Um setor de destaque na economia do Rio Grande do Norte foi o salineiro; embora as salinas sejam conhecidas desde o início do século XVII, sua exploração regular só começou no século XVIII, com as oficinas de charque.
Analisando, historicamente, a construção de uma obra hídrica no Vale do Açu, Francisco Pinheiro informou que
“O Decreto nº. 76.046, de 29 de julho de 1975, publicado no Diário Oficial da União, declarava de utilidade pública e interesse social para fins de desapropriação, uma área pertencente a diversos particulares, para implantação do Projeto Baixo Açu. Desse projeto resultou a construção da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, obra inaugurada em 1983, com o intuito de desenvolver a região do Vale do Açu, aproveitando o potencial produtivo de suas terras férteis.”
Adaptado de PINHEIRO, Francisco Leandro Duarte. O vale das miragens: grandes projetos hídricos e a “redenção” do baixo açu (1911-1983). Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Programa de Pós-Graduação em História. Natal, 2018.
Considerando o fragmento textual e as informações sobre a edificação da barragem engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, pode-se evidenciar, nessa construção,
uma forte participação popular, uma vez que os moradores locais puderam discutir com os técnicos as diversas fases de realização da obra.
a atuação da Igreja Católica, que conseguiu implantar um projeto de distribuição de terras cultiváveis nas áreas férteis do vale.
a disputa sobre o controle das terras cultiváveis entre os políticos do município de Açu e os representantes do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional.
uma relação desigual, uma vez que o poder público privilegiou a exploração das terras, secundarizado os interesses de seus habitantes.
O processo de conquista da Capitania do Rio Grande, no final do séc. XVI, se deu no contexto da União das Coroas Ibéricas (Portugal e Espanha) e foi marcado
por uma missão de conquista apoiada pelos invasores holandeses, os quais buscavam expulsar franceses que viviam na região.
pela edificação da Fortaleza dos Reis Magos para fins militares de defesa contra invasores holandeses e espanhóis.
por conflitos em que as autoridades coloniais utilizaram enfrentamentos entre grupos indígenas para facilitar o processo de conquista.
pela fundação da Cidade do Natal com vistas à pacificação indígena em Filipéia, em 1599.
Analise o excerto abaixo.
Em texto famoso, o pernambucano Frei Caneca, ideólogo de princípios liberais, questiona: “Como agora podeis jurar uma carta constitucional, que não foi dada pela soberania da nação, que vos degrada da sociedade de um povo livre e brioso, para um valongo de escravos e curral de bestas de carga?”
(MELLO, Evaldo Cabral de (org.). Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. São Paulo: Editora 34, 2001, p. 565-566).
O questionamento de Frei Caneca relaciona-se ao contexto da formação do Estado brasileiro na primeira metade do Séc. XIX e refere-se
aos enfrentamentos das militâncias políticas derivados do processo de abolição da escravatura no império.
à Independência do Brasil que provocou uma fragmentação político-territorial de modo a projetar conflitos entre os estados emancipados.
à aceitação dos moldes da formação do império brasileiro que seguiu os princípios liberais federalistas.
ao cenário conflituoso do Brasil imperial que opôs projetos políticos divergentes entre elites dirigentes envolvidas.
O movimento abolicionista no Brasil começou a ganhar contornos mais fortes a partir da metade do século XIX em diante. O Rio Grande do Norte também teve um movimento nesse sentido, sendo que, em uma das cidades potiguar, o movimento abolicionista foi pioneiro quanto a sua organização e teve grande força. Qual foi essa cidade?
Assú.
Natal.
Caicó.
Mossoró.
Ceará-Mirim.
A revolução industrial do século XVIII , com o pioneirismo da Inglaterra , alterou diversos panoramas econômicos no mundo, e o capitalismo começou a tornar-se global. O Brasil e especificamente o Rio Grande do Norte não ficaram de fora desse processo. Nesse período, um tipo de produção ganhou força no Estado e mais ainda com a Guerra Civil Estadunidense (1861-1865), sendo esta a
produção açucareira.
produção algodoeira.
indústria automobilística.
pecuária.
indústria petroquímica.
Quanto aos eventos denominados “Massacres de Cunhaú e Uruassu’’, ocorridos no ano de 1645, é correto afirmar que estes foram
massacres perpetrados por holandeses e indígenas (Potiguaras e Tapuias) contra portugueses, que na sua maioria eram civis e estavam desarmados.
eventos dramáticos em que diversos indígenas pertencentes ao povo potiguara foram massacrados por portugueses, sendo em sua maioria mulheres e crianças.
confrontos entre portugueses e franceses pela posse da capitania do Rio Grande do Norte.
praticados por portugueses católicos contra famílias francesas calvinistas, tendo sido motivados pela intolerância religiosa.
episódios marcados pela disputa por engenhos de açúcar entre portugueses e franceses no Rio Grande do Norte.
A cidade de Natal foi fundada tendo o Forte dos Reis Magos (Fortaleza dos Santos Reis), construído em 1598, como marco inicial. Assinale a alternativa correta quanto ao contexto histórico da construção desse edifício para a fundação de Natal.
Os portugueses já haviam consolidado o seu poder na Capitania do Rio Grande do Norte, e a função do Forte era ser mais uma base militar entre as tantas já construídas até então.
Essa construção teve como principal intuito facilitar o comércio da coroa portuguesa, que já havia controlado os franceses e os nativos (Povos Potiguaras e Tapuias).
A construção do forte esteve inserida em um contexto de conquista da capitania pelos portugueses os quais enfrentavam os franceses que eram aliados aos nativos da região.
O contexto da construção do forte ocorreu quando a capitania do Rio Grande do Norte estava totalmente dominada pelos holandeses, sendo assim tornou-se um símbolo do início da vitória dos portugueses sobre os holandeses.
O forte foi erguido no intuito de armazenar a produção açucareira, que se tornava cada vez maior, para depois seguir viagem para a Europa.
Alguns setores são consolidados e conhecidos da economia do Rio Grande do Norte, como a agropecuária e o extrativismo associado principalmente ao petróleo e gás. Porém, desde os 20 primeiros anos desse século, dois setores estão crescendo e auxiliando a economia potiguar, são eles:
Produção de trigo e Indústria bélica.
Produção açucareira e Produção de soja.
Indústria automobilística e Aeroespacial.
Indústria metalúrgica e de Biotecnologia.
Comércio/Serviços e Turismo.
O cangaço foi um movimento social importante na história do Brasil e, especificamente, no nordeste do país. No Rio Grande do Norte, houve relevantes acontecimentos relacionados ao Cangaço. Assinale a alternativa correta quanto ao contexto histórico em que ocorreu o cangaço.
Teve como contexto histórico a década entre 1960 e 1970, com um crescimento agroindustrial maior em regiões do nordeste brasileiro, que atraía grupos criminosos a realizarem saques em diversas cidades interioranas.
O cangaço está relacionado unicamente ao período do governo de Vargas, entre 1930 e 1945, sendo que os grupos que praticavam saques, entre outros crimes, tinham como objetivo denunciar o esquecimento do governo varguista com o nordeste brasileiro, o qual enfrentava grandes secas e o crescimento da fome e da miséria.
Foi um movimento que ocorreu durante o período colonial, especificamente no século XVII, durante o ciclo do ouro, em que grupos saqueavam, no interior nordestino e em Minas Gerais, as Casas de Fundição da metrópole portuguesa.
Surge durante o final do período imperial, na última metade do século XIX, e tem seu auge no início do século XX, em que o Nordeste brasileiro (principalmente o interior) em grande parte era marcado pelo contexto de fome extrema, de grandes secas e de falta de segurança associado ao descaso do poder governamental quanto a essas questões.
Os cangaceiros eram grupos de homens que adentravam o interior de todo o país, inclusive do Nordeste e do Rio Grande do Norte, buscando aprisionar indígenas ou outros grupos étnicos para serem mão de obra escrava para grandes proprietários de terra.
As primeiras incursões colonizadoras portuguesas ocorreram por volta de 1530, lideradas por João de Barros e Aires da Cunha, sendo estes donatários da capitânia do Rio Grande do Norte. Assinale a alternativa correta quanto à forma como ocorreram essas incursões.
Foram pacíficas, sendo que não houve resistência dos povos Guaranis que residiam na região.
Encontraram dificuldades, pois tiveram que enfrentar tropas espanholas que se aliaram ao povo potiguara contra o estabelecimento da colônia portuguesa.
Apesar de algumas dificuldades iniciais, os donatários João de Barros e Aires da Cunha, junto com diversos outros membros da coroa portuguesa, conseguiram adentrar o território da capitania do Rio Grande do Norte e se aliar aos povos potiguaras.
Foram complicadas, pois os portugueses encontraram forte resistência dos povos potiguaras os quais haviam se aliado aos franceses que se encontravam na região.
Aliados aos espanhóis, os portugueses tomaram o território da capitania do Rio Grande do Norte por meio da força, expulsando franceses e potiguaras.

Essa prevalência da cotonicultura na economia do Rio Grande do Norte, no contexto sob enfoque, explica-se
pela ampla aceitação da fibra mocó no mercado externo, haja vista a sua qualidade superior, fato que expandiu sobremaneira as vendas de algodão.
por crescentes necessidades da matéria prima pela indústria dos Estados Unidos, condição essencial para a expansão da cultura algodoeira no sertão.
por sua imbricação com o crescimento da industria têxtil no Sudeste do Brasil e o concomitante processo de integração à Divisão Intranacional do Trabalho.
pela íntima vinculação existente com os avanços ocorridos na produção açucareira, situação que provocou crescente demanda por embalagens de tecido rústico.
A construção histórica da designação potiguar, como adjetivo gentílico, gerou um grande debate na sala de aula. Para o professor, a partir do saber histórico local, a compreensão adequada do termo potiguar
diz respeito a uma designação da historiografia tradicional, que consagrou o índio Felipe Camarão como herói e símbolo da vitória do projeto colonial lusitano frente à presença holandesa.
está relacionado com as narrativas históricas que tomaram Poty como índio guerreiro, valente e honrado, que resistiu aos colonizadores portugueses no então norte do Brasil.
teve origem, segundo Câmara Cascudo, no idioma tupi e tem um significado único: comedor de camarão, numa referencia a um alimento usado pelos índios que habitavam o Rio Grande do Norte.
foi construído pelos membros do IHGRN, durante a gestão de Nestor Lima, para diferenciar os norte-rio-grandenses dos alencarinos (cearenses) durante a disputa pela posse de Grossos.
O professor almeja discutir com seus alunos como se deu a transição do Império para República no Rio Grande do Norte. Com o intuito de comparar interpretações sobre ideias e práticas locais republicanas, o docente forneceu dois documentos: o primeiro, escrito em 1920, e o segundo, em 1999.

Os alunos, ao interpretarem os fragmentos textuais sob a intervenção do professor, devem inferir que
o documento 1 constrói uma interpretação romanceada sobre a participação de Pedro Velho na implementação do republicanismo no estado; o documento 2 enfatiza o papel fundante de Pedro Velho na vigorosa defesa dos ideais republicanos no estado.
o documento 1 constrói uma versão mítica sobre Pedro Velho, apresentando-o como predestinado a implantar a República no Rio Grande do Norte; o documento 2 analisa os interesses nepotistas e clientelistas de Pedro Velho ao assumir a liderança do republicanismo no estado.
o documento 1 enaltece Pedro Velho como base fundamental para divulgar os ideais republicanos ainda no Império e para a consolidação da República; o documento 2 relativiza o papel atribuído à Pedro Velho como convicto defensor dos ideais republicanos no século XIX.
o documento 1 apresenta uma visão austera e nacionalista de Pedro Velho e exalta a sua capacidade de liderança; o documento 2 apresenta Pedro velho como um líder que conciliou seus interesses particulares com os ideais de transparência republicana.
Em 1935, um movimento armado de importante significado na história republicana brasileira chegou a dominar Natal por alguns dias, antes de ser reprimido. Esse movimento, que também eclodiu na então capital federal, o Rio de Janeiro, ficou conhecido como
Aliança Liberal.
Guerra de Canudos.
Intentona Comunista.
Intentona Integralista.
Guerra do Contestado.