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Quando refletimos objetivamente sobre a realidade educacional no Brasil, temos dados que revelam que o país se enquadra dentro de uma situação delicada no ranking mundial. Essa configuração é fruto de mudanças brutas em momentos de gestões educacionais que buscam sistematizar e traduzir ideologicamente determinado grupo que está no poder. Temos como exemplo, na atualidade, a tentativa da aprovação do projeto da “escola sem partido” e do “ensino domiciliar”. Contudo, essas mudanças, quando efetivadas, vão fazer parte da historiografia, conteúdos que vão ser objeto de manuseio do historiador. Refletindo sobre essa relação, o historiador Dorigo faz uma alerta aos professores e historiadores: segundo Dorigo a cada momento histórico, o grupo que está no poder, faz determinadas mudanças porque:
Tem acesso a grande parte dos recursos humanos e técnicos da sociedade, dos intelectuais, funcionários e estruturas educacional e religiosa. Isso configura a possibilidade de influenciar, incentivar e proibir os discursos e até determinadas leituras.
São os representantes das causas das inércias das mudanças, representado por excelência e exclusividade na historiografia.
Representa, ideologicamente, a formação de opiniões, sistematizada em conteúdo historiográfico, sem representar explicitamente a disputa da relação de poder.
Representa uma essência desvinculada do destino da coletividade, passa a escrever a história com discurso de desigualdades e contradições, sendo esse mecanismo uma forma fragilizada para não explicitar o poder.
Registra historicamente o que convém, transformando em educação toda realidade palpável, produzindo livros didáticos com caráter marxista para a formação de professores de história.