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Mas não há casa-grande sem senzala, e foi em torno desse...

Mas não há casa-grande sem senzala, e foi em torno desse duo, que parece composto de opostos porém, na verdade, abrange partes contíguas, que Gilberto Freyre publicou em 1933 seu clássico Casa-grande & senzala, evidenciando as contradições e relações que se estabeleciam entre senhores e escravos. O próprio ‘&’ do título original já revela como o antropólogo pernambucano entendia a importância da correlação entre esses dois extremos.

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 491.


Segundo as autoras, Gilberto Freyre usava a expressão “equilíbrio e antagonismos de economia e cultura” para explicar que, entre a casa-grande e a senzala, a relação existente era de


A

concessão, já que a senzala se aproveitava das benesses da casa-grande, contribuindo, assim, para a mestiçagem racial e cultural.


B

negligência, uma vez que nem casa-grande nem senzala colocavam em debate suas naturais contradições.


C

paternalismo e violência, permitindo também a coexistência de negociações de parte a parte.


D

poder e força da casa-grande sobre a senzala, assentados na exploração absoluta da senzala.