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A consumação das lutas contra o domínio português é apresentada através de uma das obras mais célebres da arte brasileira, representação ímpar da independência do Brasil: o quadro Independência ou Morte!, também conhecido como O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, de 1888. Ele abre o capítulo sobre a proclamação da independência, referendando a proeminência dada pelo autor à atuação do príncipe D. Pedro no episódio.
(Thais N. de L. e Fonseca. “Ver para compreender: arte, livro didático e a história da nação”. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
A obra de Pedro Américo faz parte de
uma ação envolvendo artistas ligados à fundação da Academia Brasileira de Letras, preocupados em revelar de forma analítica, por meio da pintura histórica, eventos da história nacional que façam crítica ao colonialismo português.
um plano gerado nas faculdades de Direito de São Paulo e do Recife, preocupado em responder ao avanço do romantismo por meio de uma arte engajada, que condenava as obras e ações de caráter nacionalista.
um projeto de legitimação da monarquia brasileira a partir da atuação da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX, na qual havia uma preocupação com a criação de obras com caráter histórico.
uma ação política provocada por setores republicanos e abolicionistas, que defendiam o financiamento de artistas comprometidos com essas causas e que pensassem a arte como um instrumento de conscientização social.
um movimento de jovens artistas, com formação na Europa e nos Estados Unidos, que se opunha à monarquia e defendia uma arte que representasse todos os setores da sociedade brasileira, principalmente os índios e os africanos.