

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Ao pensarmos a Igreja Católica na América Latina contemporânea, de imediato nos vem à mente suas divisões internas com relação ao poder político e aos problemas sociais; colocam-se frente a frente os seguidores da Teologia da Libertação e os defensores da hierarquia conservadora. É possível fazer um paralelo entre o presente e o período da independência.
(Maria Ligia Coelho Prado. América Latina no século XIX – Tramas, telas e textos.)
Sobre esse paralelo, é correto afirmar que
a Igreja na América nunca teve unidade e não obedecia rigorosamente às ordens vindas de Roma e, com o processo de independência, apresentou uma posição pendular, ora em apoio ao rompimento colonial, ora em defesa da ordem imperial espanhola.
a instituição Igreja esteve ao lado dos realistas durante o processo de independência e usou a religião para desmobilizar os rebeldes, enquanto houve um número grande de padres incorporados ao movimento de emancipação.
a Igreja Católica acompanhou as divisões político-administrativas coloniais espanholas e, nos vice-reinados, defendeu os interesses da Coroa, enquanto, nas Capitanias, apoiou as teses de emancipação política.
os padres seculares, que recebiam ordem diretamente do papado, defendiam a tese da Coroa espanhola contra a emancipação política, posição diversa dos sacerdotes jesuítas e carmelitas, ativistas de uma revolução social.
a hierarquia da Igreja Católica ficou dividida entre apoiar os interesses da Coroa espanhola e o projeto emancipador da elite colonial da América, enquanto os sacerdotes condenavam os grupos que lutavam pela independência.