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Uma escola está planejando um sistema de acompanhamento temporal de seus alunos, de modo a classificá-los em relação ao desempenho em português e em matemática ao longo de cada ano.
Na escola há uma base de dados históricos que anualmente armazena, para cada aluno, em cada série, a nota final de cada uma dessas duas disciplinas. Essa nota é um valor decimal, entre 0 e 10. Note-se que essa escola, como em outras, há professores que aplicam diferentes graus de exigência nas suas avaliações, uns sendo mais “generosos” e outros, mais “rigorosos”.
Três estratégias de transformação de dados foram discutidas, à luz das ideias da Ciência de Dados, como descritas a seguir.
I. Agrupar os alunos a partir de intervalos de notas finais, do tipo “0 até 2,0”, “2,1 até 4,0”, ..., “8,1 até 10”.
II. Rotular grupos de desempenho, “Aprovado” e “Reprovado” e agrupar os alunos de acordo com os critérios de aprovação vigentes em cada situação.
III. Rotular grupos de desempenho, do tipo “Grupo A”, “Grupo B”, ..., “Grupo E”, e agrupar separadamente os alunos de cada conjunto ano/série/disciplina/professor de acordo com a distribuição relativa das notas em cada conjunto.
À luz da ciência de dados e do exposto acima, assinale a afirmativa correta.
A primeira estratégia é a melhor para a escola, pois manipula unicamente números que produzem conclusões irrefutáveis.
As estratégias II e III complementam-se, pois uma classifica os alunos a partir de parâmetro importante e, a outra, permite uma análise que tenta isolar o grau de exigência de cada professor, e as nuances didáticas de cada disciplina.
A segunda estratégia é a melhor para a escola, pois, no fundo, a nota de aprovação adotada em uma escola é a verdadeira medida que reflete o aproveitamento nas disciplinas referidas, independentemente dos critérios do professor.
Embora as notas sejam todas numéricas, não existem algoritmos que criem os agrupamentos da estratégia III que sejam diferentes dos agrupamentos que seriam obtidos na estratégia I.
As estratégias I e III lidam diretamente com as notas e é impossível gerar novos conhecimentos que alterem a interpretação preconizada pelas notas.