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Uma indústria moveleira, certificada na ISO 14.001:2015, implementa um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para gerenciar seus aspectos ambientais. A empresa decide utilizar a Análise de Ciclo de Vida (ACV) conforme ISO 14.044 para avaliar dois materiais de produção:
• Opção X: Madeira maciça de reflorestamento (certificação FSC), com energia eólica.
• Opção Y: Compósito plástico-madeira (WPC) reciclado, com energia de biomassa.
A ACV abrange extração de matéria-prima, produção, uso (10 anos) e fim de vida (reciclagem/aterro). Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta um relatório de tomada de decisão ambiental válido e alinhado à ISO 14.001 e ISO 14.044.
A Opção X tem maior impacto na escassez hídrica (+25%) devido à irrigação do eucalipto, mas reduz 40% nas emissões de CO2-eq. O SGA priorizou a redução de GEE, conforme compromisso da Política Ambiental. A decisão foi documentada no Registro de Aspectos Significativos (cláusula 6.1.2), com revisão crítica da ACV por método ReCiPe 2016 e análise de risco aos objetivos do SGA.
A Opção Y apresentou melhor desempenho em 8 categorias de impacto. A empresa alterou seu Objetivo de SGA para ”reduzir consumo de água em 20%” sem consultar partes interessadas, usando apenas dados genéricos do Ecoinvent.
A ACV mostrou trade-offs: Opção X é superior em toxicidade humana, Opção Y em depleção fóssil. O SGA ignorou os resultados, mantendo metas desconectadas da ACV. A análise excluiu estágios de uso e fim de vida.
Ambas as opções foram avaliadas via método CML-IA, sem regionalização de dados. A empresa definiu novo indicador de desempenho ambiental (IDPA) sem integrar ao Programa de Gestão (cláusula 6.2.2) e omitiu análise de conformidade legal.
A Opção Y reduziu 35% no potencial de acidificação, porém aumentou eutrofização. O SGA não revisou aspectos significativos após a ACV, e a decisão foi baseada apenas em custo operacional, sem documentação no ciclo PDCA.