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A legislação estadual de São Paulo estabelece valores orientadores para solos e água subterrânea. Nesse, sentido considere:
I. Valor de Referência de Qualidade (VRQ) é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea, que define um solo como limpo ou a qualidade natural da água subterrânea.
II. Valor de Prevenção (VP) é a concentração de determinada substância, acima da qual podem ocorrer alterações prejudiciais à qualidade do solo e da água subterrânea. Este valor indica a qualidade de um solo capaz de sustentar as suas funções primárias, protegendo-se os receptores ecológicos e a qualidade das águas subterrâneas.
III. Valor de Intervenção (VI) é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea, acima da qual devem cessar as atividades as quais deram origem às contaminações ambientais.
IV. Valores Orientadores (VO) para solo e água subterrânea são concentrações de substâncias químicas derivadas por meio de critérios numéricos e dados existentes na literatura científica internacional, para subsidiar ações de prevenção e controle da poluição, visando à proteção da qualidade dos solos e das águas subterrâneas e o gerenciamento de áreas contaminadas.
V. Valor de Risco Ambiental (VRA) são valores de contaminantes ambientais que colocam em risco a qualidade da água subterrânea, dos solos e da população humana que deles se utilizam.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, II e III.
I, II e IV.
I, II e V.
III, IV e V.
III, IV e V.
Os processos de nitrificação e desnitrificação podem ser desenvolvidos de forma integrada ao processo de lodos ativados, mas requerem uma sequência e condições adequadas de operação. Para que a nitrificação e desnitrificação possam ocorrer de forma eficiente é necessário
que seja utilizado um processo anaeróbio antes do reator biológico, que deve ser mantido em condições anóxicas para que o nitrogênio orgânico seja reduzido.
a utilização de um sistema aeróbio de tratamento, onde o nitrogênio orgânico é oxidado para as formas amoniacal e nitrogênio molecular, seguido de um sistema anaeróbio.
um sistema anóxico, para a redução de nitrato a nitrogênio molecular, seguido de um sistema aeróbio, com recirculação da maior parte do efluente para o sistema anóxico.
um sistema de clarificação quimicamente assistido, para a remoção do nitrogênio amoniacal, seguido de um processo de lodos ativados com aeração prolongada.
O sistema de esgotamento sanitário é constituído por coletores residenciais, secundários e principais, interceptor, emissário, estações elevatórias e estação de tratamento. Sobre estas estruturas é correto afirmar:
O transporte dos esgotos é feito por gravidade apenas quando não é possível a utilização de estações elevatórias.
Entende-se por interceptor a tubulação de transporte de esgotos que conecta os coletores secundários à estação elevatória.
Emissários referem-se apenas às estruturas utilizadas para a disposição oceânica de esgotos sanitários, não sendo exigido tratamento preliminar.
Entende-se por interceptor a tubulação instalada ao longo de rios e que é responsável pelo recebimento dos esgotos dos coletores principais.
As redes de esgotos devem operar pressurizadas, sempre que possível, para evitar a infiltração de água do lençol freático.
No processo de desinfecção da água com cloro, sabe-se que o ácido hipocloroso é mais eficiente. A dissociação do ácido hipocloroso, em água, é representada pela equação HClO ⇔ ClO− + H+, cuja constante de equilíbrio, a 25°C, é 2,8579 × 10−8. Com base nestas informações e em outros conceitos básicos sobre a química do cloro, é correto afirmar que
o aumento do pH da água antes da adição de cloro aumenta a eficiência do processo de desinfecção.
a reação de dissociação já está em equilíbrio e a variação do pH da água não irá afetar o processo de desinfecção.
o uso do cloro no tratamento não forma ácido hipocloroso na água, assim a variação do pH não influencia a desinfecção.
no tratamento de água para abastecimento não é possível variar o pH da água, então o comportamento químico do cloro não é relevante.
O sistema de tratamento de esgotos que utiliza membranas submersas (MBR) possibilita operar o reator biológico com uma maior concentração de sólidos em suspensão, o que implica em
menor consumo de energia, pois a maior quantidade de lodo no reator acelera o processo de degradação biológica.
maior necessidade de área para a instalação do sistema de tratamento, pois parte do reator biológico será utilizado para acomodar as membranas.
menor eficiência do sistema de tratamento, pois com maior idade do lodo há maior dificuldade de separação de sólidos do efluente.
menor influência dos processos biológicos que ocorrem no reator na eficiência de tratamento, pois contaminantes não degradados são interceptados pelas membranas.
maior eficiência de tratamento, pois permite o melhor condicionamento das bactérias, além do melhor desempenho na separação de sólidos do efluente final.


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Um dos métodos mais utilizados para o tratamento do esgoto é o de lodo ativado. Consiste no processo aeróbico de degradação biológica da matéria orgânica. Como um efeito do tratamento biológico, um grande problema das estações de tratamento de esgoto (ETE) é o mau cheiro. Esse efeito se deve a três fatores: I) concentração dos compostos fétidos no líquido; II) dimensão da área superficial do líquido exposta à atmosfera; e III) grau de turbulência do fluxo deste líquido.
Durante o planejamento da instalação e controle de operação de uma ETE, um controlador de sistemas de saneamento pode ajudar a diminuir os odores fétidos através de ações relacionadas ao fatorI, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e ao III.
II e ao III.
O processo de compostagem pode ser considerado uma opção tecnológica para gestão de resíduos sólidos. A compostagem
possibilita eliminar a coleta seletiva, uma vez que esta prática reduziria a sua eficiência pela falta de material estrutural para as pilhas.
possibilita aumentar a produção de gás metano nos aterros sanitários, favorecendo a instalação de usinas de cogeração de energia.
associada a um programa de reciclagem de resíduos possibilita eliminar a necessidade de aterros sanitários, mas requer o tratamento de percolados.
não pode ser aplicada para resíduos urbanos, pois na composição destes resíduos não estão presentes materiais passíveis de compostagem.
gera um percolado com alto potencial de poluição, além de requerer área adicional para a estocagem do material produzido.
A escolha do processo de tratamento de água para abastecimento público depende das características do manancial disponível. Considerando-se que o manancial seja um reservatório superficial, cujas principais características da água são: Turbidez = 2 uT; Cor verdadeira = 10 uC; Coliformes totais = 500 UFC; e Escherichia Coli = ausentes/100 mL − a sequência de tratamento mais adequada, dos pontos de vista técnico e econômico, é:
coagulação por varredura, floculação, sedimentação, filtração e desinfecção.
coagulação por neutralização de cargas, floculação, filtração e desinfecção.
filtração rápida e desinfecção.
coagulação por varredura, filtração e desinfecção.
sedimentação, filtração e desinfecção.

floculação, sedimentação, deposição e decantação.
depuração, fermentação, filtração e remoção.
decantação, floculação, sedimentação e eliminação.
coagulação, floculação, decantação e filtração.
filtração, floculação, flotação e decantação.
No tratamento de água convencional completo, o principal objetivo é clarificar a água e promover a sua desinfecção. Para que seja possível remover as partículas da água são utilizados mecanismos físico-químicos específicos, como a coagulação, a floculação, a sedimentação e a filtração. Em geral, nas águas de reservatórios, as partículas são coloidais e, portanto, permanecem em suspensão devido à ação eletrostática. Considerando-se que a presença de partículas coloidais dificulta o processo de desinfecção, as etapas mais importantes do processo de clarificação são a
coagulação e a sedimentação.
sedimentação e a filtração.
floculação e a filtração.
coagulação e a floculação.
floculação e a sedimentação.


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Os efluentes resultantes dos sistemas de tratamento de esgotos, amplamente utilizados no Brasil, apresentam elevado potencial de eutrofização dos corpos receptores. Caso a legislação passasse a exigir um maior controle do potencial de eutrofização dos efluentes, a sequência de tratamento recomendada seria
decantação primária, processo de lodos ativados convencional ou com membranas submersas e clarificação com cloreto férrico.
decantação primária, lodos ativados com nitrificação e filtração em areia com uso de polieletrólito orgânico.
processo anaeróbio em reator de fluxo ascendente, lodos ativados convencional e clarificação por microfiltração.
processo anaeróbio, lodos ativados com nitrificação e lagoa facultativa aerada.
decantação primária, lodos ativados com membrana submersa e nitrificação, seguido de filtração em carvão ativado.
No processo convencional de tratamento de água para abastecimento, o gradiente de velocidade é um parâmetro muito relevante em algumas etapas do tratamento. A floculação é uma operação na qual o gradiente de velocidade deve ser cuidadosamente estabelecido e controlado. A variação do número de partículas na câmara de floculação é dado pela seguinte relação (dN/dt = − KAGN + KBG2N0), onde − KAGN representa a redução do número de partículas (agregação) e KBG2N0 representa o aumento do número de partículas (desagregação). KA e KB são constantes e KA/KB ≅ 1.000, G é o gradiente de velocidade e N e N0 são o número de partículas no instante “t” e no início do processo, respectivamente. Um projetista deseja projetar um floculador com três câmaras e pretende que o gradiente de velocidade seja diferente em cada câmara. Neste caso, a maior eficiência do floculador é obtida quando o gradiente de velocidade é
aumentado em cada uma das câmaras subsequentes.
reduzido em cada uma das câmaras subsequentes.
mantido constante em todas as câmaras de floculação.
aumentado na segunda câmara e reduzido na terceira.
reduzido na segunda câmara e aumentado na terceira.
Analise as afirmativas acerca das características e equipamentos utilizados para transporte da água.
I. Para a captação de águas superficiais é necessária a análise da qualidade da água, enquanto para águas subterrâneas, a captação dispensa análise prévia da qualidade da água, já que se trata de uma água isenta de contaminação.
II. A captação requer sistema de recalque quando o nível da adutora de água bruta estiver acima do nível da água do manancial.
III. Se o reservatório de água tratada estiver localizado em região elevada ou distante da estação de tratamento de água será necessária a instalação de estação elevatória com acionamento por bombas.
IV. A adução de água bruta ou tratada pode ocorrer por gravidade (pressão tubular superior à pressão atmosférica), recalque (pressão tubular inferior à atmosférica) ou, ainda, mista.
É correto o que se afirma APENAS em
I e II.
I e III.
II e III.
II e IV.
III e IV.
A eficiência da captação da água dos mananciais depende dos equipamentos e da manutenção constante na área de sucção. Para reter sólidos sedimentáveis, materiais flutuantes e organismos aquáticos (peixes, répteis, moluscos e anfíbios) são utilizados, respectivamente,
desarenadores, grades e crivos.
caixas de filtração, peneiras e redes.
caixas de concreto armado, vergalhões e predadores naturais.
cloro, corrente elétrica e campo magnético.
bactérias aeróbicas, caixas de contenção e grades.