Um dos campos de atuação dos tradutores e intérpretes de
língua de sinais (TILS) é o ambiente de provas de concursos
e seleções públicas ou avaliações da educação, como o
Enem. Desde 2017, o Enem apresentou um recurso de
acessibilidade importante para a comunidade surda, a prova
em vídeo Libras. Até 2016, a tradução integral da prova não
era permitida e a ação dos TILS era orientada a mediar as
comunicações com os demais participantes e organizadores
da prova e traduzir apenas frases e expressões, sendo vedada
a tradução integral. Considerando as regras do Enem até
2016, a utilização das provas em vídeo Libras a partir de
2017 e o Código de Ética dos TILS, é correto afirmar que,
A
a partir de 2017, com a inserção das provas de vídeo
Libras, não foi mais necessário a contratação de
TILS para atuar no Enem mediando a comunicação
entre as pessoas surdas e os aplicadores de provas.
B
por se tratar de um ambiente de provas, os TILS
devem desconsiderar o Código de Ética e utilizar
como regra de atuação somente as normas
estabelecidas pelo Enem.
C
até 2016, os TILS atuavam sempre em uma condição
de erro, pois se traduzissem a prova do Enem,
rompiam com as regras do exame e, se não a
traduzissem, acabavam por ferir o estabelecido pelo
Código de Ética.
D
para atuar no Enem, é solicitado que todos os
colaboradores compareçam vestidos de calça jeans,
camiseta branca e sem estampa, e sem adereços
(colares, pulseiras, entre outros), para evitar chamar a
atenção para si no exercício da função. Segundo o
Código de Ética, essa solicitação é inadequada e fere
a dignidade de atuação dos TILS.
E
nas provas do Enem, os TILS atuam em duplas e,
para cumprir o estabelecido no Código de Ética,
sempre deveriam atuar de maneira padronizada,
mesmo que, individualmente, não concordem com o
estabelecido pelos colegas.