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Em 1989, a Unesco lançou o documento intitulado “Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular”, considerado o embrião da noção de patrimônio imaterial, e gerou um debate global a respeito da patrimonialização das diferenças. Naquele contexto, o intelectual malinês Amadou Hampâté Bâ reivindicava a urgência de medidas de proteção para as culturas de tradição oral, afirmando que: “na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima”.
A Recomendação de 1989 constituiu o embrião da noção de patrimônio imaterial, pois enfatizou
a afirmação do paradigma da diversidade cultural, especialmente da valorização da cultura chinesa milenar, como crítica ao etnocentrismo.
a particularidade e a importância das tradições orais e populares, como partes integrantes do patrimônio cultural da cultura vivente.
a salvaguarda das culturas tradicionais e populares, como uma forma específica de proteção a patrimônios individuais, técnicos, científicos e artísticos.
a adesão a processos de patrimonialização, desde que orientados prioritariamente por uma visão histórica e artística universal e civilizatória.
a proteção das tradições e dos bens culturais populares, definidos como bens móveis e imóveis de grande importância para o patrimônio cultural.