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De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e levando...

Leia o texto abaixo, para responder às questões de 1 a 6.


É inevitável que venham a existir lacunas na nossa compreensão do cenário global de regulamentações sobre o marketing de alimentos para crianças. É de interesse especial a implicação das regulamentações para a alimentação saudável. Infelizmente, há relativamente poucas experiências nos países que possam ser utilizadas para melhor compreender se as regulamentações são eficazes para incentivar dietas mais balanceadas.

A inexistência de sistemas regulatórios específicos para o marketing de alimentos para crianças significa que há poucos modelos e poucas evidências que possam embasar futuras políticas. Embora as cláusulas existentes, ao exigirem que as propagandas não incentivem a alimentação não saudável, tenham o potencial de afetar como os alimentos e as bebidas são apresentados nas propagandas, essa abordagem não foi avaliada em termos do seu impacto nas dietas infantis. Da mesma forma, é difícil, no momento, avaliar a eficácia das proibições à publicidade. Embora as proibições pareçam reduzir a exposição à publicidade e os apelos das marcas divulgadas, seus efeitos na dieta total não estão claros. Além do mais, as proibições existentes são enfraquecidas pela publicidade transfronteira e pelas técnicas de marketing alternativas, fatores que complicam ainda mais a avaliação. Na verdade, a avaliação dos efeitos das regulamentações de todos os tipos é geralmente inadequada.

A falta de pesquisas objetivas sobre os efeitos da regulamentação nos padrões alimentares e na saúde a longo prazo é uma lacuna de conhecimento séria que precisa ser sanada. A compreensão dos efeitos dos sistemas regulatórios – incluindo proibições publicitárias estatutárias, restrições à venda de produtos, regulamentações sobre promoções de vendas, códigos autorregulatórios e iniciativas da indústria alimentícia – ajudaria a determinar se as regulamentações do marketing são mecanismos eficazes ou ineficazes para desencorajar dietas não balanceadas. As informações também auxiliariam todas as entidades e pessoas envolvidas a direcionarem suas energias para soluções produtivas, contrapondo-se às políticas que não terão o efeito pretendido de melhorar as dietas infantis e a saúde em longo prazo.


Hawkes, Corinna. Marketing de alimentos para crianças: o cenário global das regulamentações / Organização Mundial da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2006.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e levando em consideração o segundo parágrafo do texto e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos, assinale a alternativa correta.


A

O trecho inicial do parágrafo pode ser reescrito desta forma: “O fato de inexistir sistemas regulatórios para o marketing de alimentos (...)”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido.


B

Os conectivos “Da mesma forma” e “Além do mais” podem ser substituídos, respectivamente, por “Idem” e “Ademais”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido.


C

Em “avaliar a eficácia das proibições à publicidade”, o termo destacado pode ser substituído por “para a”, sem que haja prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido.


D

Em “há poucos modelos e poucas evidências”, o uso do termo destacado, apesar de sintaticamente desnecessário, é adequado ao contexto a fim de se evitar um prejuízo à clareza no período em que a construção ocorre.


E

No último período, se o termo “avaliação” fosse flexionado no plural, as demais alterações decorrentes dessa gerariam na frase um problema de ambiguidade.