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O trecho abaixo é de Gaudêncio Torquato, professor da USP e consultor político, publicado no jornal A Gazeta, em 08 de junho de 2013.
Premiar policiais que tenham o melhor desempenho na tarefa de reduzir a criminalidade é medida eficiente? Ou, desdobrando a questão, a implantação da meritocracia na esfera policial é estratégia adequada para se alcançar a ansiada meta de redução de crimes nas grandes cidades?
Assinale a alternativa que apresenta uma continuidade coerente para o trecho.
Apesar da aparente aprovação, conquistada por um conceito que valoriza o mérito pessoal, não há como deixar de examinar outros posicionamentos que poderão gerar ruídos na implantação da sistemática de contribuir, até, para uma reversão de expectativas.
Ao lado da remuneração, há outros meios que contribuem para o servidor se engajar e participar de forma plena nas tarefas profissionais: os poderes normativo e coercitivo, ou seja, a norma, os princípios, os valores e a possibilidade de ser punido, caso não cumpra bem a missão, funcionam como alavancas do ajustamento do profissional ao ambiente de trabalho.
Em face de uma planilha locupletada de demandas, que se tornam a cada dia mais prementes face aos índices assustadores de criminalidade, o sistema de premiação às performances individuais ameaça ser fator de competição esganiçada e predatória entre grupos.
Na medida em que a cultura meritocrática como conceito que visa valorizar e recompensar os perfis e conjuntos que atingem resultados graças aos seus valores, competências e qualidades é vista com simpatia em todos os espaços de trabalho, ganhando força na administração pública, a resposta, a princípio, é positiva.
Os policiais não refletiram sobre a atual conjuntura de que tanto se fala politicamente; se o tivessem feito, estariam nas ruas e não a fazer greves.