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TEXTO II PARA AS QUESTÕES 11 A 20
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoismo que
induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da
5 sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável
dos que sabem os seus mortos na vala comum(*); parece-
lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A construção textual “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo (...)” (linhas 2 e 3) constrói-se por meio de recurso de ironia, o que gera, no contexto apresentado, uma crítica
exclusivamente social acerca da inutilidade dos epitáfios.
predominantemente dogmática acerca da inexistência dos epitáfios.
predominantemente filosófica acerca da função dos epitáfios.
exclusivamente epistemológica acerca da inutilidade dos epitáfios.
exclusivamente social acerca da função dos epitáfios.