Imagem de fundo

Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o...

Atenção: Para responder às questões de números 9 a 12, baseie-se no texto abaixo.

[Modos de valor]

“O ouro é uma coisa maravilhosa”, escreveu Colombo, da Jamaica, aos reis de Espanha em 1503, “seu dono é o senhor de tudo que deseja; o ouro faz até mesmo as almas entrarem no paraíso”. A fé no padrão-ouro e a crença no paraíso cristão saíram combalidas do correr dos séculos, mas o poder do dinheiro se mantém incólume.

O que lhe dá essa força? Papel-moeda ou bit digital, o poder do dinheiro na sua carteira depende da falta dele na carteira dos demais. Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O dinheiro é poder de mando sobre o trabalho e os bens disponíveis no mercado, mas ele vai muito além disso: o dinheiro representa uma singular fonte de poder nas relações interpessoais – tem o dom de proporcionar ao seu possuidor a renda psíquica suplementar de um especial comando sobre a atenção, o respeito, a deferência e o afeto alheios.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo, Companhia das Letras, 2016, p. 107-108)

Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O sentido e a correção da frase acima estarão resguardados numa nova redação, iniciando-a agora por O dinheiro de nada valeria e complementando-a com o segmento


A

ainda que os outros não o desejassem nem lhe necessitassem.


B

mesmo porque aos outros não seria necessário nem desejado.


C

caso os outros dele não carecessem nem o ambicionassem.


D

a menos que não fosse desejado tanto quanto carecido pelos outros.


E

na hipótese de que os outros não lhe valorizassem nem lhes fizesse falta.