Leia o Texto 1 para
responder às questões
de 01 a 10.
Texto 1
Bom conflito de
indicadores
Tem gente se perguntando: como é que
o
Brasil conseguiu
registrar um de seus maiores índices de
desemprego em décadas
(4,6% em janeiro) e, ao mesmo tempo,
lamentar o “pibinho”
de 2012? Não seriam fatos excludentes?
Este debate
tem se dado nos últimos meses sem que se
chegue a uma
conclusão.
Entretanto, há
quem justifique o fenômeno
por meio de dois
fatores: a proporção de pessoas dispostas
a trabalhar vem
diminuindo por causa da queda da taxa de
natalidade; e os
jovens estão entrando mais tarde no
mercado. Esses dois
movimentos estariam sustentando os bons
índices de emprego.
Delfim Neto, ex-ministro e renomado
economista é um
dos que pensam assim. Agora, se essa
mecânica irá se
manter, e por quanto tempo, são outros
quinhentos.
Já o
crescimento estaria baixo pois, por
um lado, os investimentos
em infraestrutura ainda não aceleraram, e,
por outro,
a indústria brasileira vem perdendo
competitividade, apesar
dos esforços do governo. A boa notícia é
que o fraco crescimento
industrial está sendo compensado pela
força do comércio
e dos serviços. Ambos vão bem, graças ao
aumento
da massa salarial, que leva muitas pessoas
a consumir.
A média do
desemprego do ano passado,
medido pelo IBGE
em 5,5%, colocou o Brasil entre os
melhores países da América
Latina, inclusive entre países que
cresceram mais do que
o nosso em 2012. Exemplo? O México teve
5,8% de desemprego
e cresceu 4%, quatro vezes mais que o
Brasil. O Peru,
por sua vez, registrou 7% de desemprego e
continuou na
marcha dos últimos anos, aumentando o PIB
em 6%. Somente
tiveram taxas menores de desemprego no ano
passado,
em comparação com o Brasil, a Guatemala
(2,7%), o Panamá
(4,8%) e o Equador (4,8%).
E nos Estados Unidos? Apesar da
retomada
da economia, o
desemprego está na casa dos 7,8%. Na
Espanha, o índice
gira em torno de absurdos 26%. Quem diria,
o Brasil tão bem
nessa foto.
RACY, Sônia. Tam nas nuvens.
São Paulo:
New Content, mar. de 2013, p.
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