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Considere o trecho: “Se perdemos a cabeça e gritamos, eles...

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


A presença que as crianças podem nos ensinar


1 Em tempos de mindfulness, de meditação e de reaprender a respirar, quero trazer uma reflexão. Se você é pai

e mãe, ou cuida de crianças pequenas, já deve ter percebido que elas vêm com uma aptidão “de fábrica”: o estar. A

criança pequenina ainda não tem muita noção de temporalidade, não entende passado e futuro, não se perde nas

próprias preocupações e devaneios sobre o que aconteceu e o que virá a acontecer, então apenas é. Para ela, só

5 existe o presente.

O tamanho desse aprendizado só pode ser medido pelo tamanho da nossa vontade em olhar para as crianças

como pequenos grandes mestres que são. Aprendemos a internalizar crenças muito duras sobre as crianças. A

começar que são “folhas em branco”, basicamente inferiores aos adultos porque não têm a mesma experiência de

vida e conhecimento do mundo que nós temos. Mas, se esqueceram de nos contar que eles são peritos no mundo

10 interno: na presença atenta e consciente, no perdão, no não julgamento, na entrega, na leveza. Basicamente tudo

que queremos e precisamos – urgentemente – reaprender, as crianças já sabem.

No caminho até a escola, a criança vai reparar na abelha voando sobre a flor, no rabisco na parede, no ônibus

que vem lá longe. Vai respirar no presente e estar atenta a ele, tirando toda alegria que pode de cada momento. Se

perdemos a cabeça e gritamos, eles nos perdoam sem pestanejar, sem nos julgar, sem guardar rancor. Quando

15 estamos cabisbaixos, eles não racionalizam o que aconteceu, apenas nos presenteiam com um sorriso. Quem de

nós pode dizer que consegue agir assim?

Mas, a grande verdade é que desaprendemos a sentir leveza, a nos conectar com o simples, desaprendemos

a estar nesse mesmo momento em que as crianças vivem e insistem em nos apresentar, e nós insistimos em resistir:

o agora. Quando nosso mundo interno está cheio, barulhento, nublado, não conseguimos ver através dele todas as

20 maravilhas que existem em cada segundo. A ideia não é querer calar essas vozes, é simplesmente começar a

percebê-las. Começa por aí o reaprendizado: por apenas perceber.

Enquanto os ensinamos as regras sociais, enquanto os orientamos para o caminho das boas escolhas, eles

nos ensinam a voltar para o básico: para dentro de nós. Você está disposto a reaprender?


Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-presenca-que-as-criancas-podem-nos-ensinar/.

Acesso em 15 fev. 2020.

Considere o trecho: “Se perdemos a cabeça e gritamos, eles nos perdoam sem pestanejar, sem nos julgar, sem guardar rancor.” (Linhas 13-14)


A conjunção “Se”, que introduz o trecho, insere nele uma ideia de


A

causa.


B

consequência.


C

condição.


D

concessão.


E

tempo.