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Feijão1 Quem paga o salário da poeta? A palavra? De mãos...

Feijão


1 Quem paga o salário da poeta?

A palavra?


De mãos atadas não

4 Custeia

Conta

Luz

7 Água

Aluguel da casa

A comida da menina.


10 Poesia não pode ser vendida.

Palavra escrita não sentida

Não faz sentido nenhum,

13 Nem aqui nem em lugar algum.


Quem teima em vender poesia

Corre risco de sete anos de azar,

16 Paralisia nos dedos da língua

Da mente seca de inspiração

Palavra não vai mais brotar

19 Na terra da sensibilidade

Insensível a olhos cegos.


Vai comer de quê?

22 Morar o quê?

De palavra?

Vou viver poesia!

Meimei Bastos. Um verso e Mei. Rio de Janeiro: Malê Edições, 2017, p. 18.


O poema apresentado revela o desejo de continuar a escrever mesmo que o retorno financeiro do trabalho da escrita não seja satisfatório. Essa revelação encontra-se principalmente no verso


A

"Quem paga o salário da poeta?" (v.1).


B

"Insensível a olhos cegos" (v.20).


C

"Não faz sentido nenhum" (v.12).


D

"Poesia não pode ser vendida" (v.10).


E

"Vou viver poesia!" (v.24).