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Leia com atenção o trecho inicial do conto “O dia em que explodiu Mabata-Bata” do escritor angolano Mia Couto, e responda as questões 5 e 6 a seguir.
De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grão e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento.
O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo do tio Raul, dono da criação. Azarias trabalhava para ele desde que era órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo das primeiras horas. Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada.
“Deve ser foi um relâmpago”, pensou.
Mas relâmpago não podia. O céu estava liso, azul sem mancha. De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou?
Fonte: Ms - Camp, 10/10/2008
Sobre o discurso direto presente no texto, assinale a alternativa correta.
Ele aparece no decorrer de todo o trecho pela voz onisciente do narrador.
Ele é destacado entre aspas e seguido do verbo de elocução “pensou”.
Está presente no trecho em que a voz do narrador se mistura com o pensamento de Azarias “De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou?
Ele é introduzido já no início do trecho pela expressão “de repente”.
Não se utiliza a distinção entre discurso direto e indireto em narrativas curtas como o conto em questão.