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O texto a seguir serve de referência para as questões 06 a 10.
Por que amamos tanto os carboidratos?
01 Dietas pobres em carboidratos são, geralmente, consideradas as mais difíceis de seguir. Mas
por que será que amamos tanto pizza, macarrão e pão? Nosso paladar é capaz de identificar
cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e umami. Uma ideia comum para explicar
nosso amor por carbos é que os desejos pelo macronutriente surgem a partir do açúcar. Na
05 digestão, que começa na boca, o amido é quebrado em maltose, o que leva muitos a pensar
que nosso amor pelos carboidratos está inteiramente ligado ao doce.
Uma pesquisa da Universidade Deakin, na Austrália, desafia essa ideia e afirma que as
pessoas com paladar mais sensível são mais propensas a comer mais carboidratos. “Nós
analisamos especificamente as medidas da cintura, pois são uma boa medida para saber o
10 risco de doenças relacionadas à dieta”, diz a pesquisadora Julia Low. “Aqueles que eram
sensíveis ao gosto de carboidratos comiam mais desses alimentos e tinham uma cintura
maior”. Essa conclusão se deu por meio da descoberta de que nossa boca consegue detectar
dois carboidratos presentes no pão, no macarrão e no arroz. O sabor é considerado tão
bom e único, que faz as pessoas quererem consumir mais e mais dos alimentos ricos no
15 macronutriente. [...]
Fonte: ALVES, Bianca; TAROZZO, Helena. Por que amamos tanto os carboidratos? Revista Casa e Jardim. Disponível em: < https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/noticia/2018/11/por-que-amamos-tanto-os-carboidratos. html >. Acesso em: 10 jan.2019 (adaptado).
A seguir, citam-se versos de canções populares brasileiras que contextualizam as palavras negritadas e sublinhadas em âmbito marcadamente conotativo, ao contrário do que ocorre no texto de referência. Assinale a única opção em que a palavra em destaque mantém o sentido denotativo:
“Não dá pra descrever / Numa linda frase / De um postal tão doce / Cuidado com doce” (CRIOLO)
“Tudo que queria então / Era caminhar sob o Sol / Esquecer o amargo do dia” (SKANK)
“Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir / melhor o pão / Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois” (GUEDES)
“Você nem arrumou a cama / Parece que fugiu de casa / Mas ficou tudo fora do lugar / Café sem açúcar, dança sem par” (CAZUZA)
“Cheguei na boca da noite, / Parti de madrugada / Eu não disse que ficava / Nem você perguntou nada” (TOQUINHO; VANZOLINI)