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Texto III

Autor desconhecido. Disponível em: https://marquetteeducator.wordpress.com. Acesso em: 9 jul. 2019 (adaptado).
Texto II
O fundamento da educação inclusiva é que todas as crianças, sempre que possível, devem
aprender juntas, independentemente de suas dificuldades e diferenças. A inclusão educativa é um
movimento da sociedade planetária, com três décadas de história, enraizada no respeito intransigente
aos direitos humanos.
5 Ao assumir a educação inclusiva como paradigma de ação do Estado na área educacional, o
Brasil optou por parâmetros de conduta para os sistemas de ensino com implicações conceituais e
operativas, tais como:
∙ Aprender é uma ação humana em cuja centralidade está o aluno.
∙ Adaptar o conteúdo escolar é ação do próprio aluno no âmbito do processo de autorregulação.
10 ∙ Modular a assimilação dos conhecimentos é processo dependente das limitações e
possibilidades do aluno.
∙ Reconhecer e valorizar as diferenças é o primeiro passo para a escola comum recriar suas
práticas pedagógicas.
∙ Trabalhar com uma gama variada de atividades é o grande desafio do professor da educação
15 especial.
∙ Aferir programas no campo da aprendizagem e, não, conferir quantidade de conteúdos
programáticos aprendidos, são formas adequadas de proceder à avaliação dos alunos com
deficiência.
Os alunos com necessidades especiais específicas, antes de serem alunos da educação
20 especial, são alunos da escola e [...] a escola é que deve se adequar à recepção de todos os alunos, e
não os alunos à escola.
O quadro de necessidades educacionais especiais tem dupla configuração, a saber:
a) Necessidades Educacionais Especiais vistas no quadro de conceitos-referências mais
comuns: Deficiência Auditiva, Deficiência Física, Deficiência Mental, Deficiência Visual, Condutas
25 Típicas, Deficiência Múltipla, Síndrome de Down, Autismo, Déficit de Atenção/Hiperatividade,
Transtornos de Personalidade, Dificuldades de Aprendizagem, Altas Habilidades/Superdotação,
Transtornos do Pensamento e da Linguagem etc.
b) Necessidades Educacionais Especiais vistas no quadro de ocorrências nem sempre
consideradas no âmbito escolar: alunos com transtornos afetivos, alunos com baixo conceito,
30 alunos provenientes de minorias culturais, alunos soropositivos, alunos alcoólatras, alunos com
dependência química, alunos menores em liberdade assistida, alunos internos do sistema de
educação para menores, alunos com visão monocular, alunos oriundos de família com pobreza
aguda, alunos albergados, alunos que vivem nas ruas, alunos com atraso no desenvolvimento
neurológico, alunos com dificuldade de aprendizagem e de socialização, alunos vítimas de
35 privação cultural intensa, alunos que foram abusados sexualmente, alunos sem pais, alunos de
pais prisioneiros etc.
Esta breve tipificação dos sujeitos da Educação Especial mostra que estamos diante de um
campo vasto de possibilidades, exatamente do tamanho das possibilidades e limitações humanas.
CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: leitura crítico-compreensiva, artigo a artigo. 23. ed. revisada e ampliada.
Petrópolis: Vozes, 2015, p. 122-24.
Dentre os parâmetros de conduta listados no Texto II e que têm a educação inclusiva como paradigma de ação, aquele que melhor dialoga com a charge acima, Texto III, é:
“Aprender é uma ação humana em cuja centralidade está o aluno.” (Texto II, linha 8)
“Adaptar o conteúdo escolar é ação do próprio aluno no âmbito do processo de autorregulação.” (Texto II, linha 9)
“Modular a assimilação dos conhecimentos é processo dependente das limitações e possibilidades do aluno.” (Texto II, linhas 10-11)
“Reconhecer e valorizar as diferenças é o primeiro passo para a escola comum recriar suas práticas pedagógicas.” (Texto II, linhas 12-13)