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O primeiro parágrafo do texto é uma narrativa que conta...

TEXTO II


ELAS QUEREM O TOPO

(Marcela Buscato)


O sucesso de algumas mulheres pioneiras em áreas

dominadas pelos homens mostra que elas podem chegar lá

– e revela como isso anda difícil.

O passeio preferido da brasiliense Neiriane

Marcelli da Silva Costa, quando criança, era

acompanhar seu pai, suboficial da Força Aérea

Brasileira (FAB), nos desfiles militares. Ela gostava de

5 observar os aviões no céu e sonhava em estar um dia

no lugar dos pilotos. “Eu me desiludia ao pensar que

nunca poderia realizar meu sonho, porque apenas

homens pilotavam aviões militares”, diz Marcelli, hoje

com 28 anos. Até o dia em que oficiais da FAB foram ao

10 colégio dela para contar uma novidade: a partir daquele

ano, 2002, as meninas também poderiam se inscrever

no curso de oficiais aviadores. Marcelli se formou cinco

anos depois na Academia da Força Aérea (AFA),

integrou um esquadrão em Belém, no Pará, e hoje

15 ensina os cadetes da AFA, em Pirassununga, interior de

São Paulo. O ambiente, dominado por homens, nunca a

intimidou. “Não pensei se faria alguma diferença ser

mulher. Era o que queria fazer.”

A tenente Marcelli faz parte de uma geração de

20 mulheres criadas para pensar que o limite para elas é o

mesmo que para os homens: o céu. Algumas

alcançaram essa fronteira literalmente, como Marcelli.

Outras, no sentido figurado. Nunca as mulheres

chegaram tão longe: à Presidência da República ou da

25 Petrobrás, a maior empresa do país. As conquistas,

como sempre, dão origem a novas e ainda mais

ambiciosas aspirações. As mulheres querem

permanecer na liderança e avançar em muitas áreas.

Elas conquistaram um território dominado pelos

30 homens. Contaram com mudanças na sociedade (que

permitiu mulheres oficiais aviadoras) e com alta dose de

determinação pessoal. Suas histórias contêm lições

para outras desbravadoras – e para os homens também.

(...)

(Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.60 – adaptado)

O primeiro parágrafo do texto é uma narrativa que conta como Marcelli realizou o sonho da menina – hoje uma das mulheres pioneiras como piloto militar na FAB. É típico dessa construção textual a presença de discursos direto, indireto e indireto livre. Assinale a alternativa em que o discurso apresentado DIFERE dos demais.


A

“Eu me desiludia ao pensar que nunca poderia realizar o meu sonho...” (l.6 e 7)


B

“... a partir daquele ano, 2002, as meninas poderiam se inscrever no curso...” (l.10 a 12)


C

“... Não pensei se faria alguma diferença ser mulher.” (l.17 e 18)


D

“ Era o que queria fazer.” (l.18)