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O texto a seguir se refere às questões 05 a 08.
Por que é tão difícil matar uma mosca?
Porque elas evoluíram para fugir com eficácia – não fique triste, o seu fracasso está dentro da média. O primeiro trunfo da mosca é a facilidade com que identifica uma ameaça se aproximar: seus olhos são formados por cerca de 3 mil pequenos componentes chamados omatídeos, que lhe dão quase 360° de visão periférica. Além disso, o inseto tem sensores que detectam pequenas perturbações no ar ao seu redor. Aí é só pôr em prática o plano de fuga: em 100 milissegundos – o tempo de um piscar de olhos –, o bichinho identifica a direção da qual vem o tapão e move suas pernas de modo a decolar na direção oposta. Uma vez no ar, a mosca bate as asas 220 vezes por segundo, e usa estruturas peculiares no tórax – chamadas de halteres ou balancins – para mudar de direção rapidamente sem perder estabilidade. Da perspectiva dela, um sapiens é grande (e lento) demais para alcançar a mesma agilidade.
Fonte: VAIANO, Bruno. Oráculo. Revista Super Interessante, n. 424, p. 58, fev/2021.
Sobre os elementos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
O texto se inicia com o termo “porque” por se tratar de uma resposta à pergunta que constitui o título.
Em “Aí é só pôr em prática o plano de fuga [...]”, o termo em destaque conecta dois períodos, possuindo um sentido espacial (um local diferente de “aqui” e “ali”).
Em “Além disso, o inseto tem sensores [...]”, a expressão em destaque sinaliza a adição de uma nova informação, sendo, no texto, sinônima de “ademais”.
Os substantivos “inseto” e “bichinho” retomam o referente “mosca”.
Em “O primeiro trunfo da mosca é a facilidade [...]”, a expressão em destaque sinaliza ao leitor que há mais de um fator que explica por que matar uma mosca é tão difícil.