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No que se refere aos mecanismos de coesão do texto...

Texto para responder às questões de 1 a 4.


1 Os novos Sherlock Holmes trocaram as lupas por

luzes forenses. São lanternas portáteis ou lâmpadas de

maior porte que emitem luzes de diferentes comprimentos

4 de onda, ajudando a revelar coisas que normalmente

passariam despercebidas. As fibras sintéticas ficam

fluorescentes na maioria dos comprimentos de onda,

7 especialmente nos 300 nanômetros da luz ultravioleta. Já

materiais orgânicos, como fibras de algodão, saliva, urina,

sêmen e ossos, ficam opacos e esbranquiçados sob a luz

10negra. “Investigando um caso de estupro, analisei o banco

de um carro sem sinais evidentes. Com a luz, pude ver e

coletar uma amostra de sêmen e identificar o material

13 genético que incriminou um suspeito”, diz uma perita da

Polícia Científica de São Paulo.

Mas isso não é nada perto do que já é possível fazer

16com impressões digitais. Sim, porque a coleta dessas provas

essenciais não é tão simples quanto parece. A maioria delas

não é visível a olho nu, e, muitas vezes, era impossível

19identificá-las.

Superfícies molhadas, por exemplo, sempre foram

uma barreira para os peritos. Problema resolvido com o

22desenvolvimento de nanopartículas de óxidos de zinco,

usadas em um pó que reage com a gordura deixada pelas

digitais mesmo na presença de água. Depois, é só iluminar a

25região desejada com luz ultravioleta e a digital, brilhante,

está pronta para ser registrada numa foto.

O próximo desafio é tirar impressões digitais de pele

28humana, tarefa que está sendo pesquisada por cientistas

norte-americanos. Eles desenvolveram um equipamento

portátil que realiza uma técnica conhecida por

31espectroscopia de superfície aumentada. O método já

mostrou que funciona, mas o instrumento é feito com

nanofios revestidos de prata que ainda não dão resultados

34muito nítidos. O grupo trabalha para melhorar esse

revestimento e chegar a uma impressão digital mais

evidente, que possa ser revelada com uma fotografia na

37própria cena do crime.

Ao mesmo tempo, segundo a revista Science,

impressões digitais em superfícies molhadas e em pele

40humana estão prestes a ser reveladas por um único

equipamento, que vaporiza uma mistura de moléculas de

metanol e água carregadas eletricamente sobre a área

43investigada. Em contato com a mistura, cada superfície

emite íons específicos. Captados por um aparelho, esses

sinais são transformados em unidades de imagem, como se

46fossem pixels. O resultado é uma versão digital da marca

dos dedos, produzida em poucos segundos. E o mais incrível

é que o aparelho também distingue substâncias em que o

49autor da marca tenha tocado antes, como drogas, pólvora,

metais e substâncias químicas em geral. O kit básico de

trabalho de campo de um perito criminal ainda vai ganhar

52mais um forte aliado nos próximos anos, com a chegada ao

mercado de um gravador portátil de imagens em 3

dimensões, apresentado por cientistas de um centro de

55pesquisas alemão. Com ele, os peritos não precisarão mais

esperar o gesso secar para conseguir um molde de uma

pegada ou marca de pneu. Bastará tirar uma foto com o

58equipamento e a imagem em 3D poderá ser passada para

um computador para comparações. O gravador também

poderá ser útil para filmar cenas de crime em locais

61públicos, onde não se tem chance de preservar a cena por

muito tempo: bastará reconstruir o ambiente virtualmente e

estudá-lo com mais calma no laboratório.


Tarso Araújo. Ciência contra o crime. Internet:

<www.super.abril.com.br> (com adaptações).

No que se refere aos mecanismos de coesão do texto apresentado, assinale a alternativa correta.


A

O vocábulo “isso” (linha 15) é empregado como introdutor da ideia apresentada no período seguinte, ou seja, a de que “a coleta dessas provas essenciais não é tão simples quanto parece” (linhas 16 e 17).


B

A palavra “método” (linha 31) está empregada como sinônimo de “técnica” (linha 30).


C

Após o vocábulo “grupo” (linha 34), está subentendida a expressão “de nanofios”.


D

O pronome “ele” (linha 55) retoma a expressão “kit básico de trabalho de campo de um perito criminal” (linhas 50 e 51).


E

Em “estudá-lo com mais calma no laboratório” (linha 63), “lo” refere-se a “crime” (linha 60).